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15 abril, 2011

E quem jogou o meteoro?

Na última terça tivemos a primeira edição de 2011 do Insight do GP.
E para abrir os trabalhos, ninguém menos que Charles Bezerra, falando sobre aquilo que tudo mundo quer, mas ninguém tem coragem de se arriscar para conseguir: inovação.

Me arrisquei (ó) a escrever um texto sobre a palestra e minhas impressões sobre ela.

E quem jogou o meteoro?

Todas as noites, há mais de três anos, Charles Bezerra faz um exercício com seu filho: ele pode perguntar qualquer coisa que o pai vai responder. Essa criança de seis anos já sabe, por exemplo, como um meteoro viaja pelo espaço, mas isso não o impediu de perguntar “Quem foi que jogou o meteoro?”.

Imagem daqui.

Zerar tudo e recomeçar. É a isso que Charles se propõe todas as noites. Mais do que um exercício de aprendizado para o filho, é uma atividade que o designer e professor coloca a si mesmo. Todas as noites ele vê uma folha em branco esperando o desafio de ser preenchida.

E você, se sente confortável com uma folha em branco? É uma pergunta que dá calafrios.

Para uma criança, provavelmente, não. Aliás, para uma criança, uma folha de papel em branco é a mais bela forma de desafiar a imaginação e criar algo novo. Em que ponto uma folha em branco passa a ser algo ruim ao invés de ser algo maravilhoso? Somos ultra-especializados, mas não conseguimos resolver um problema simples para uma criança de 5 anos?

Para Charles Bezerra nossos processos estão todos errados, e é por isso que entramos em pânico quando vemos uma folha ou uma tela em branco. Procuramos encaixotar nossas atividades para otimizar nosso tempo e, com isso, desaprendemos a inovar.

E para inovar não precisamos aprender nada novo, segundo ele, só precisamos nos livrar das amarras nas quais nos metemos e das receitas com as quais aprendemos a fazer nosso trabalho. É fazer as perguntas mais simples mesmo entendendo conceitos muito complexos.

Nossa maneira de pensar é industrializada, fragmentada, encaixotada em nossas disciplinas. Nunca sobra tempo de pensar algo novo, estamos sempre preocupados com os tais dos processos. Para haver inovação precisamos estar confortáveis com o “não saber” e dispostos a pensar algo pela primeira vez, sem receitas. Para as empresas a dica é contratar pessoas que pensem de forma diferente. Mas, mais do que isso, dar espaço e dar sentido a essa vontade, criar um ambiente que seja capaz de potencializá-la. Antes de criar as inovações é preciso criar os inovadores.

“Quem sobrevive é aquele mais adaptado às mudanças”, disse ele citando a Teoria Evolutiva de Darwin. E se nosso contexto hoje é o de competição, quanto mais nossas idéias, produtos e serviços forem adaptáveis, mais fácil deles serem vistos como alternativas. Parece simples, mas lembre-se: os que dominaram as mudanças foram aqueles capazes de arriscar.

E sabe quem gosta de se arriscar em algo novo? As crianças.

Planejar não é dar respostas, é jamais deixar de perguntar. Alguém falou isso antes, durante ou depois da palestra. E agora, pensando no filho do Charles, não pude deixar de fazer um paralelo com a nossa atividade. Por mais que sejamos especializados e conheçamos a trajetória de cada meteoro, nós somos aqueles que devem fazer as perguntas mais estúpidas, aquelas que mais ninguém tem coragem de fazer, pois só assim a gente consegue descobrir quem jogou, quando, como e por que existem os meteoros.

09 julho, 2010

Um cabide que sorri

Para dar início ao V Encontro da Rede Brasileira de Prostitutas rolou um desfile da Daspu, ontem, na Casa de Cultura Mário Quintana.

Para quem não sabe, a Daspu é uma marca de roupas, criada em 2005, por prostitutas ligadas à ONG Davida e capitaneada por Gabriela Leite. Lá no início a Daspu lançou camisetas com frases e estampas de efeito, que não tinham a menor intenção de tirar ninguém da prostituição, mas sim de conscientizar sobre as condições de trabalho, segurança e cidadania.

Hoje a marca desenha muito mais do que camisetas.

No desfile, acompanhados de pirulitos e marshmallows, haviam vestidinhos, saias, calças e macacões. Os cabides? Eles sorriram, dançaram e mandaram beijinho. E tudo terminou com uma grande festa, alí mesmo, no meio da passarela.

Para sentir o clima, seguem algumas fotos toscas do celular.

27 junho, 2010

Provocação

Na última aula do Superstylin' a Anne Gaul nos mostrou um case do OEstudio intitulado Fashionz' Olhos.

Esse trabalho, que também deu origem à coleção outono/inverno 2009 da marca, foi feito em parceria com o Instituto Benjamin Constant, instituição carioca especializada na prevenção, reabilitação e tratamento de cegos. O pessoal do OEstudio estudou a relação dos cegos com o vestuário e os métodos que eles usam para escolher as peças e compor um estilo.

A maior parte da coleção é feita de tecidos texturizados, há também peças inteiras sem identificação da parte da frente ou das costas, além de guizos e zípers que auxiliam na hora de se vestir. Enfim, a coleção explora o vestir-se independente da visão.

Quem quiser ver o resultado:


Mas o que realmente me chamou atenção durante a apresentação do case foi o comentário de uma das cegas que participaram do projeto, e ele era mais ou menos assim:

"Eu queria que tivessem umas bengalas diferentes, só existem essas aqui de metal, sem graça. Imagina eu andando por aí com uma bengala com estampa de flores!"

E aqui vem a parte da provocação.

O meu primeiro pensamento foi: Eu me importaria com o aspecto de algo que eu não posso ver? A moda é algo estritamente ligado à percepção individual ou é sempre construída coletivamente?

Você se importaria?

E é na frase da menina cega que eu vejo alguns dos aspectos mais agradáveis da moda, para mim. O aspecto cultural e a construção de identidade. Resumindo: o quanto a estampa de flores representa culturalmente e o quanto poderia dizer sobre um anônimo que cruzar meu caminho.

Depois da pausa, não deixem de conferir o case no site do OEstudio na guia "Collection".

20 maio, 2010

O design, a moda e a identidade pelas ruas

Na edição de ontem do Design Mais - projeto da Escola de Design da Unisinos que realiza palestras periódicas - o tema foi Design e Identidade: a moda como geradora de tendências e, para falar sobre isso, Julieta Puhl e Laureano Mon vieram diretamente da Argentina apresentar o seu Por la Calle.


A idéia desse projeto começou com uma percepção do par no ano de 2001, quando a Argentina enfrentava sua maior crise econômica. Naquele momento os argentinos procuraram por diferentes formas de sobreviver, buscavam por novas formas de expressão e começaram a gerar uma movimentação na cultura local. Havia a necessidade de dar uma “cara” para a Argentina.

“tuvo lugar el inicio de un cambio en las relaciones entre las personas y la percepción de los objetos que las rodeaban”

Então, Julieta e Laureano pensaram em fazer um mapa do design Argentino, de forma a descobrir qual era a identidade do país.

¿Qué rasgos geográficos influyen em nuestra creatividad?

O mapa de diseño argentino contou com 3 anos de pesquisa e reconhecimento de regiões argentinas e seus profissionais, reconhecimento fotográfico e DUZENTAS entrevistas em profundidade com designers. Nunca tive conhecimento de uma pesquisa qualitativa com tanta profundidade.

Ao final do mapeamento, os pesquisadores comprovaram que a Argentina tem sim sua identidade e gera tendências.

Mapa de Diseño Argentino / X La Calle from Hache on Vimeo.

Mas a pesquisa não terminou, ela agregou outras funções e continua agora sob outro nome: Por La Calle. É como uma segunda fase, para descobrir novos designers e revisitar os já conhecidos procurando por mudanças em seu trabalho. O Por La Calle também faz circuitos di diseño, que são pontos de encontro, com mostras das principais criações dos estilistas locais.

Por la Calle, circuitos de diseño from Hache on Vimeo.

Mais do que mostrar o projeto, Julieta e Laureano bateram no ponto de que a identidade é valor agregado. Segundo eles, o trabalho é 75% design próprio e 25% tendências.

Isso pode parecer simples ou óbvio para qualquer pessoa que pense em conceito de marca ou moda, mas sinceramente, quantas marcas você conhece que sabem direitinho qual é sua essência, suas principais características? Como se espera que uma marca que não se conhece possa conhecer (e até lidar) com o consumidor?

O posicionamento adequado frente a essa identidade é o que agrega valor para a marca junto ao público. Indico, para quem quiser compreender um pouco mais sobre isso, passar no blog da Juliana Laguna e também a olhar a apresentação que eu coloquei abaixo, na qual ela expõe alguns conceitos e exemplos de Vantagem Competitiva e Identidade de marca.

Por fim, a palestra de ontem foi, acima de tudo, uma provocação. E nós, temos identidade?

22 abril, 2010

Winter addiction

Eu tenho um vício muito sério: meia-calça.
Boa parte do meu salário vai para comprar meias com estampas/cores novas ou meias queridas que as gatas destruíram. E eu tento me convencer de que nem é tão absurdo, afinal, se tu só uso saia e vestido, alguma coisa tem que proteger as pernas no inverno, certo? [aham, Luci]

Para quem vê todo dia o lookbook, por exemplo, é meio impossível não morrer de vontade de usar poás, lacinhos e cores nas pernas. As redes de fast fashion daqui já se ligaram e começaram a importar alguns modelos mais normaizinhos.

Na Renner dá para encontrar poás, lacinhos e corações.

Imagens do lookbook.

Na Marisa tem rendada, arrastão colorido, animal print e uma infinidade de meias lisas bem coloridas.

Imagens do lookbook.

Também existe a Lingerie.com, empresa que atua aqui, possui duas lojas em São Paulo e entrega para todo o Brasil. Lá é possível encontrar desde brasileiras como a Trifil até Pamela Mann.


Mas, para aquelas que quiserem ir além do que é oferecido aqui, tiverem paciência para esperar e dinheiro de sobra para gastar, vale a pena conferir algumas marcas estrangeiras que possuem loja online. Reuni alguns dos principais sites que entregam no Brasil, com um absurdo de opções em meia-calça.

Da ASOS.


Tabio, marca japonesa.

A My Tights, que vende as meias da House of Holland que viraram febre da London Fashion Week no ano passado e nas pernas da Lily Allen.

E o Etsy que, entre outras coisas, vende as tattoo socks da empresa de Tel Aviv que ficaram super famosas por causa do Twitter.

12 março, 2010

O ferro que não é

Quando eu era criança, apesar de ser uma menina muito comportadinha, ouvi muito dos meus pais aquelas “ordens” sustentadas pelo medo deles.

Não põe o dedo na tomada.

Não encosta no ferro de passar roupa.

Não fica balançando na cadeira.

Não anda de pé descalço no chão do banheiro.

E etc.

Bem comportadinha que era, ouvi e atendi a quase todas as ordens. Com exceção do ferro de passar. Tinha algo no ferro de passar que dava muita vontade de encostar. Então eu encostei, gritei e corri. Como resultado, tenho uma marquinha até que bonitinha no dorso da mão.

Mas, que tal subverter essas ordens? Desassociar a função da forma? Desafiar esses comportamentos (agora) instintivos que foram estimulados pelas “ordens” que ouvimos quando criança?

Esses são alguns dos objetivos do Ironic Radio, projeto de alunos do Copenhagen Institute of Interaction Design. Projeto este que, além de desafiar o design do objeto [rádio], também desafia o comportamento do consumidor.


Na parte metálica deste ferro, justamente aquela da qual precisamos deixar nossos dedinhos bem longe, estão os botões do rádio, que permitem trocar as estações. Aqui vai um vídeo explicando como tudo funciona.

Ironic Radio from Dean McNamee on Vimeo.

Vi aqui.

07 março, 2010

Em breve, no banheiro mais próximo

Daqui a pouco, vai ter papel higiênico enfeitado com cristais Swarovski, símbolo máximo do luxo carne de vaca. Mas, por enquanto, já dá para assoar o nariz perto deles.

Não entendeu? Leia isso.

Essa caixa infame eu vi aqui.

07 fevereiro, 2010

A moda impossível

Tenho uma paixão absurda pelos blogs de street style, já deixei bem claro em vários posts aqui no blog, incluindo esse, que é o mais completinho.

Acho que esses blogs amplificaram a moda do mundo todo e colocaram em pauta as microtendências que existem nos lugares mais remotos. Sem contar que qualquer um pode ser fashionista por um dia, basta ter público.

Pois então, à medida que esses blogs ficaram mais populares, eles perderam aquele aspecto "cool" de novidade. E aquela coisa boa de "amplificar a moda do mundo todo" perdeu um pouco do sentido, virou lugar comum.

No entanto, clássico que é clássico sempre fica, sempre volta, sempre é referência. E, apesar da moda não ser nova, a ideia é.

Apresento-lhes o Impossible Cool.
O site Impossible Cool revisita o estilo do passado, a partir de arquivos fotográficos de celebridades reconhecidas pela sua maneira única de vestir. Figuras clássicas como Marilyn Monroe, Sophia Loren, Jane Birkin, Clark Gable, Al Pacino e Twiggy são presenças constantes. A maiorias das fotos são P&B raras dos famosos se perfazendo de pedestres.

Bom para quem gosta de ser vintage.

20 novembro, 2009

Brilha, brilha muito!

Eu comprei muito a ideia da decaDANCE, como vocês podem ter percebido por este e por este post.

E não é só por querer ajudar na divulgação do projeto dos amigos, é porque pela primeira vez eu olho pra algo e penso "PQP, quero muito ir" e, de fato, eu posso ir.

Quem leu os posts anteriores sabe que a decaDANCE é uma festa conceito que acontece mensalmente, com uma temática diferente em cada edição. A primeira, em outubro, uma clothing swap party, foi absurdamente divertida! Dá para sentir o clima neste vídeo e nas fotos da festa.

Em novembro a festa volta com o conceito "glow in the dark", e tem aquela mesma dinâmica da clothing swap, o negócio é interagir com o vizinho desconhecido. E para entender toda a função, aqui vai o passo a passo para a máxima diversão publicado no mycool:

1. Pague míseros R$ 15,00 e garanta seu kit de 1 camiseta branca + canetinhas e marcatextos.

2. Chegue antes da meia noite e já comece os trabalhos alcoólicos bebendo muitos decaDRINKS fluorescentes, que saem por só R$ 3,00.

3. Não se assuste com a quantidade megalomaníaca de “luz negra”, elas têm um bom motivo pra estarem ali.

4. Procure as meninas hostess e faça elas te darem um gadget que brilha no escuro e pintarem sua cara com tinta neon que BRILHA MUITO na luz negra (não vale pedir pra pintar borboleta).

5. Junte todos os amigos, faça uma roda e espere a buzina que vai dar a largada pra toda a
função.

6. Esteja bêbado.

7. Ouviu a buzina (e a Madonna)? Então se jogue na camiseta do COLHEGA ao lado e comece a rabiscar freneticamente nela.

8. Se você foi daqueles que nem boneco palitinho sabia desenhar na aula de EDUCAÇÃO
ARTÍSTICA, não tem problema não. Na Glow In The Dark Party, quanto mais TOSCO melhor.

9. Aproveite o fato de que as marcatextos só aparecem na luz negra e escreva algo constrangedor no braço do seu amigo. Ele só vai descobrir depois!

10. Fique ligado no momento promo, onde pares de CONVERSE, customizados exclusivamente por um grupo de designers gênios, serão sorteados.


Então, se liguem no serviço!
mycool decaDANCE - The Glow In The Dark Party

27 de Novembro, sexta-feira, a partir das 23h.
Casa do Lado – Rua da República, 546 Cidade Baixa – Porto Alegre
R$ 12,00 para quem vier com camiseta branca
R$ 15,00 sem camiseta branca

E, além da diversão, ainda tem sorteio de tênis Converse customizado!

20 outubro, 2009

Swap, swap

Ontem o mycool postou o vídeo de uma das Clothing Swap Parties mais famosas do mundo, que acontece em Londres, no club Favela Chic.

Reproduzo aqui o vídeo, que dá uma ideia bem boa do clima da festa.

18 outubro, 2009

decadence avec elegance

Pessoas!

Aqui vai uma dica pra todo mundo que se sentiu meio "órfão" depois que o Beco virou mainstream e foi invadido por patricinhas de 16 anos. Ao longo desse ano surgiram vários lugares e festas interessantes que fugiam da Avenida Independência. E na próxima sexta vai estrear um projeto que promete trazer diversão nos moldes diferentosos que a gente aprendeu a gostar.

O coletivo mycool, em pareceria com a tag opus, trazem para Porto a festa decaDANCE, uma festa conceito que vai acontecer mensalmente, com temática diferente a cada edição.

A primeira delas, na próxima sexta, é o tipo de festa da qual eu já tinha ouvido falar, sempre tive vontade de ir e não via a hora que viesse para a província: será uma clothing swap party.

A primeira vez que eu ouvi falar de uma swap party foi no seriado menininha Lipstick Jungle e me emocionei muito. Daí, a Lu Futuro, ex-colega da DCS, me pilhou horrores no início do ano pra gente fazer uma, ela achou milhares de exemplos de festas assim na Europa. Mas nem preciso dizer que a gente não teve competência pra levar o negócio pra frente.

Mas tá, chega de enrolação. WTF is a Clothing Swap Party?
Copiando descaradamente do post do mycool:

"CLOTHING SWAP PARTY: babado onde os participantes tem que trocar peças de roupa com carinhas ao seu lado, toda vez que a buzina (e a Madonna) tocar. As regras são:

* toda vez que a buzina tocar, você tem de trocar uma peça de roupa com a pessoa ao seu lado;
* não vale trocar com a mesma pessoa mais de uma vez;
* não use nada que você não possa viver sem;
* não tente conseguir suas roupas de volta no final da festa;
* só Deus sabe com o que você voltará para casa!"


Mas algumas coisinhas precisam ser esclarecidas!

Não é festa do cabide nem putaria generalizada, a ideia é fazer combinações divertidas/inusitadas. Não precisa ficar de roupas íntimas no meio da festa, dá pra ficar trocando só acessórios (colares, chapéus, lenços...) ou casacos e demais peças sobrepostas (o que não impede, pra quem quiser, de trocar blusa, calça, saia...).

E mais, o pessoal do mycool vai colocar araras na pista com roupas e acessórios também.

Montagem com exemplos de como é a função:

[foto afanada do mycool também =P]

Mas as atrações não param por aí.
Na festa vai acontecer o lançamento do zine do site, em formato de pôster colecionável, com ilustrações de artistas, terá um drink especial (suco de laranja + vodka + licor de cassis) pelo preço bacana de 5 pilas e mais um monte de DJs pra garantir um som bem eclético.

Além de ser uma chance de se divertir horrores, rir muito com as combinações inusitadas, ainda dá pra ter a chance de voltar pra casa com uma roupa decente!

Então, anotem na agenda:

23 de Outubro, sexta-feira, a partir das 23h.
Casa do Lado – Rua da República, 546.
Cidade Baixa – Porto Alegre

R$ 12,00 com nome na lista ou até a meia noite, enviando e-mail para decadance@mycool.com.br


R$ 15,00 na hora

Para mais informações, fiquem ligados no blog e também no Twitter do mycool.

Até sexta!


[créditos do vídeo: @rapha_panda]

13 setembro, 2009

Realidade aumentada e twitter

“o twitter cria 1 espécie de realidade aumentada do jogo. não tem mais graça ver pela tv sem acompanhar por aqui #chupaargentina”


Essa frase é do @alejung e eu vi ela no blog do Cris Dias. Ele estava falando sobre o jogo do Brasil X Argentina, dia 5 de setembro.

Eu assisti ao jogo, mas estava em um churrasco, longe do Twitter. Mas pude sentir um pouquinho do que ele quis dizer na última sexta, enquanto acompanhava o final da novela Caminho das Índias.

Ainda na tarde de sexta uma atendimento da agência estava comentando sobre os últimos episódios da novela, sobre o quanto ela queria chegar em casa a tempo para assistir ao último capítulo, e daí ela me perguntou:

“Tu estás assistindo a novela?”

E daí eu respondi:

“Não, mas estou acompanhando pelo Twitter.”

Eu acho que todo mundo que tem Twitter deve ter percebido que lá pelas 21h nem adiantava comentar nada no microblog que não fosse referente a Caminho das Índias, quase ninguém ia responder [sequer ler].

Então, nessa sexta, eu resolvi fazer um experimento. Assisti a novela pela primeira vez na televisão e segui acompanhando o que as pessoas estavam comentando pelo Twitter. E comentei muito também, é claro.

A sensação que eu tive foi essa mesma descrita pelo @alejung: “realidade aumentada”. Parecia que tinha muitas pessoas na minha sala, comentando sobre tudo que se passava na novela. Só que ainda melhor, ninguém interrompia ninguém. Dava para manter um diálogo, fazer e ler observações, sem que isso atrapalhasse o andamento da história que se passava na televisão.

Já no sábado, ao retomar as atividades monográficas, resolvi ler o artigo que o meu orientador, o Consoni, apresentou no Intercom semana passada. O trabalho trata da representação de dois profissionais da comunicação no Twitter, o Edney Souza e o Marcelo Tas.

Aparentemente não tinha relação nenhuma com o evento da sexta de noite, até eu chegar na parte em que a pesquisa aponta o uso que o Marcelo Tas faz do Twitter para “realimentar a sua indústria cultural”. O próprio Tas fala em uma entrevista para a Revista Playboy que, após cada programa, procura por palavras-chaves no Twitter-Search como meio de termômetro de sua audiência.

E isso tudo, de certa forma, é uma “realidade aumentada” da audiência, coisa que a televisão jamais proporcionaria. Pelos números do Ibope o Tas pode ter uma ideia quantitativa de sua audiência. Pelo Twitter ele pode ter respostas qualitativas, saber o quê foi comentado, por quem, por que, etc.

E é por isso que o Twitter é uma ferramenta tão interessante. É uma forma completamente diferente de interagir pela web. Além de ser uma ferramenta de pesquisa muito rica.

E também é por todas essas possibilidades que a decisão da Folha de São Paulo e da Globo de limitar o uso de redes sociais [especialmente o Twitter] para os seus colaboradores foi errada. Mas isso merece um post somente seu. Por enquanto, fiquem com um bom texto a respeito desse assunto.

E para quem estiver interessado, o artigo do Consoni que falei anteriormente pode ser encontrado aqui.

19 agosto, 2009

I'm a social media addict

O primeiro passo para a cura é reconhecer o problema.

Meu nome é Luci e eu sou viciada em Social Media.


Twitter e Facebook são as drogas que eu mais uso agora, mas confesso que ainda tenho recaídas por outras que usava mais há alguns anos, como o Orkut, Last.fm e Youtube. Eu já tentei parar, mas a todo segundo surgem mensagens na minha caixa de e-mail de amigos convidando para usar o facebook, tenho que conviver com a botãozinho do twitterfox toda vez que chego no trabalho ou em casa e eu simplesmente sou muito fraca para resistir...

Se você também é assim, talvez possamos nos ajudar.
Entre para o Social Media Addicts Association.



O Social Media Addicts Association faz parte de uma campanha da Sony para o lançamento dos mini notebooks da linha Sony Vaio W Series. O site da S.M.A.A., além desse vídeo, também tem depoimentos de viciados e do fundador do grupo, venda de camisetas, petição online e uma área reservada para você confessar sua vontade insaciável de escrever nas paredes virtuais.

Tudo isso com um maravilhoso tom irônico porque, convenhamos, é bom demais esse vício.


Aos que não querem ser curados tenho apenas um conselho: chega de enrolação e vá compartilhar isso ;)

Vi aqui.

Put on some glasses

"E agora vocês entendem que as pessoas estranhas são importantes para a moda? Elas são importantes porque só de olhar para elas nós já levantamos questionamentos. E questionamentos são importantes em qualquer atividade criativa."

Terça-feira, 11 de agosto, no Fórum de Inspirações.

10 agosto, 2009

Super Cool Market

Não é exatamente um brechó, porque é um pouquinho diferente.
Vamos à explicação.


Super Cool Market é o nome de uma nova loja de roupas da Vila Madalena, em São Paulo. Tem três sócias: Daniela Klaiman, publicitária; Carla Lamarca, apresentadora de TV e Samantha Barbieri, tambem publicitária.

Ela funciona de forma parecida a um brechó, você leva a roupa que não usa mais, elas avaliam se a roupa está em bom estado e, se é interessante para a loja, tu já pode sair com o dinheiro na mão. Se preferir, pode trocar as peças que levou por outras peças à venda. Mas não tem o foco do brechó, que [digamos] são roupas vintage. O foco da Super Cool Market é a reciclagem, ou seja, promover a troca de roupas, evitando produções desnecessárias.


E tem mais:

1. Roupas que permanecerem por muito tempo na loja serão doadas para instituições de caridade.

2. A cada mês elas lançam uma coleção nova, assinada por elas, composta apenas de um item: o que elas acreditam ser o hype do mês.

3. Parceria com novos estilistas que terão um espaço da loja para expor suas peças.

4. A loja também tem um espaço cultural, com exposições, shows e cursos.


Esse modelo de loja ainda é novidade no Brasil, mas fora daqui existe a Buffalo Exchange, que fica no Arizona e existe desde 1974.


Fiquei sabendo por aqui.

02 agosto, 2009

Play with my monkey

Passeando pela Trend Land hoje, encontrei esse post sobre as colagens do Studio Lou Beach que, entre outras coisas, já fez capaz e editoriais de revistas de peso (e muito boas) como a Wired e Time.

E o trabalho do estúdio vai muito além da definição simples que eu dei aí em cima [colagens]. As colagens/ilustrações/fotomontagens são críticas políticas e/ou sociais disfarçadas de arte.

Matt Groening a respeito do Studio Lou Beach:
"I love the art of Lou Beach because it cheers me up. Lou Beach's art is smart, witty, original, and surprising. The collage art of Lou Beach is probably smarter than you."

Nada é tão sério que precise ser levado tão a sério.

14 julho, 2009

Pin-ups do século

Na Revista ELLE deste mês tem uma matéria sobre o ressurgimento das pin-ups. É uma matéria mais superficial, claro, mas destaca algumas coisas interessantes como:

"Diferentemente do estilo de Paris Hilton, o modelo pin-up não busca satisfazer os homens. Trata-se de um conceito de estilo para fazer as mulheres se sentirem diferente deles. O look pin-up nos lembra como a mulher pode ser sexy sem ser vulgar destacando sua individualidade na atitude e no visual."

Então, vale a pena perder um tempinho.
[Só não reparem na minha falta de habilidade para escanear revistas]




07 julho, 2009

Pagando peitinho com classe

Não sei se todo mundo já sabe, mas pagar peitinho está na moda.
Mas não é mais aquele "tô pagando peitinho mas não tô sabendo", esse já é moda faz tempo. O "pagar peitinho" que tá na moda agora é aquele assumido, e com acessório.

Aqui estão as celebs que não me deixam mentir:

Lady Gaga e sua bizarrice


A mulher-gorda-melancia na playphotoshop desse mês


E a Izabel Goulart na capa da Vogue Homem desse mês


Mas daí tu pode falar: "Ah, mas é só em revista que isso aparece".
E daí eu repondo: "Nããããão, a doida da Rihanna saiu assim para comemorar o 4 de julho, olha aí."


Sendo assim, eu, a Cacá e a Bruna, resolvemos tirar proveito e ganhar uns trocos com essa ideia super fashion, até porque você, brasileira ligada que é, não quer ficar esperando isso chegar no Brasil (e Carnaval não conta!). Estamos lançando o Suck it Trending TitSticks - adesivos super tendência para as titis.

Vamos começar com dois modelos escritos:
  • O SUCK IT - para as meninas modernas de verdade, que estão com um olho lá no Hemisfério Norte.
  • E o CHUPA - para as meninas que gostam de demonstrar toda sua brasilidade e engajamento em causas sociais do Twitter.
Confiram em breve o logo e as fotos dos modelos (ainda estão em fase de produção).


Me poupe.
Esse post teve inspiração neste e neste.

30 junho, 2009

O dia em que o Brasil passou vergonha no Twitter

Como diz minha sabia [apesar de iletrada] mãe:
"Cada povo tem o governante que merece".



No Link, do Estadão, tem um dos melhores textos a respeito:
"Subcelebridades brasileiras acham que sabem fazer política via twitter".

E então? Agora que o Brasil conseguiu colocar #forasarney no Trending Topics ele vai ser deposto? Não? Mas não era só ficar na frente do computador teclando e teclando #forasarney que ele ia embora?

E a Globo vai noticiar? Não? Mas não estava no Trending Topics? Se eles noticiaram o #chupa por que não vão noticiar o #forasarney?

É, é bem mais fácil teclar do que pensar a respeito.
Por isso que é preciso mandar.
#prontofalei.

21 junho, 2009

When I'm 25

Enquanto aqui no Brasil estamos vendo as tendências que os estilistas do Fashion Rio e da SPFW apontam para o próximo verão, os grandes portais de moda e de tendências já estão pensando em 2011. E não só em 2011, mas no inverno de 2011.

Na última quarta-feira o WGSN – canal pago com tendências de moda, arte, cultura, varejo, entre outros – deu uma palestra em São Paulo contando o que eles esperam para para os próximos dois anos.

Sue Evans, a diretora de tendências do portal, apontou uma macro tendência: a conexão. E a conexão da qual ela fala são as mídias sociais com as quais convivemos diariamente: twitter, blog, facebook, flickr, youtube...

É a informação instantânea que consumimos diariamente. Os canais de “voz” que alastram o que acontece na intimidade, nas ruas distantes e nas mais diferentes tribos.

Mas não parou por aqui. Dentro dessa macro-tendência foram identificados três movimentos distintos: o emotivo, o inventivo e o usável.

Emotivo
É isso que vamos chamar de luxo no inverno de 2011. São as roupas cujo valor está associado à memória. Roupas feitas a mão, edições limitadas, peças autorais, roupas herdadas, entre outros.


Inventivo

Essa micro-tendência é simplesmente a intensificação do DYI (do it yourself), que já vem aparecendo há alguns anos. E aqui vale tudo, é só usar a imaginação e fazer sua peça única.


Usável

Envolve a praticidade e o benefício de uma roupa. Também envolve reciclagem do que não é mais usado e retomada de coleções antigas como a grife Balenciaga já está fazendo com a Balenciaga.Edition, uma coleção retirada dos arquivos da marca.


O que dá para concluir de tudo isso?

Que a moda está ficando mais dinânima, eu diria que até mais humana, uma vez que o consumidor final é peça chave dessas criações. E podemos perceber que a moda não é mais uma via de mão única: a rua influencia as passarelas e isso, claro, só é possível graças às conexões formadas ao redor do mundo.

UPDATE do post anterior: a coleção da Evans assinada pela Beth Ditto já foi lançada. Para conferir é só ir aqui.