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22 fevereiro, 2011

Alí

Eu sei que estou escrevendo pouco - quase nunca - aqui. Shame on me.
Mas não parei, agora estou escrevendo muito aqui.

Fica o recado.
E eu acho que vale a visita ;)

To do pra vida. Imagem daqui.

07 julho, 2010

Acadêmico e pensante

No início de 2009, quando o Twitter estava começando a se tornar algo muito interessante em nossas vidas, eu conheci a Guadalupe. Foi no primeiro - e único - Twestival de Porto Alegre. Ainda lembro de comentar com o pessoal do trabalho sobre a função e a organizadora - que era a Guada - e de ouvir que a até então desconhecida era já bem conhecida (dos colegas) pela sua presença online.

Entendendo: lá pelos anos 2000, quando eu ainda tinha internet discada, a Guada já usava essa ferramenta aqui. E agora ela está lançando um blog novinho, motivado por um trabalho do curso de Comunicação Digital da Unisinos. E isso me comoveu a escrever sobre ele, já que o meu blog também foi resultado de uma cadeira e hoje é meu queridinho.


No Untitled, além de trazer conteúdo acadêmico referente ao curso, ela também fala sobre publicidade, tecnologia, ciência, fotografia e mais alguns outros assuntos que encontra pela web.

Mas por que o blog da Guada? Porque no blog dela tem aquele “umbiguismo” que eu tanto valorizo, dá para ver a pessoa escrevendo por trás das palavras, coisa que anda muito em falta nesse mundo de releases.

Recomendo muito o post Lomodoc se você, como eu, for fã de fotografia.

Enjoy.

11 abril, 2010

Desfile da grife infantil Tyrol

A Tyrol deveria fazer roupas para adultos. Sério, não teve como não pensar nisso durante o desfile da grife infantil. Eu queria tudo.

Ou as crianças é que conseguiram dar um clima meio mágico às roupas. A impressão que ficou é de que elas tinham pulado de um livro do Harry Potter, mas um bem antigo, de páginas amareladas pelo tempo, capa de couro e letras douradas.

E essa menção ao livro não é aleatória, os livros também estavam na passarela.
Quem é que não queria ter um filho assim?

A grife apresentou muito do que nós já tínhamos visto nos desfiles adultos: urbanismo/metrópole (em combinações monocromáticas onde o preto e o cinza imperam), heritage/resgate do passado (traduzido nos topes, babados, rosa antigo, marrom, azul marinho, bordô, tartan, estampas florais), Inglaterra (xadrez, gravata borboleta, chapéus) e o glam rock, que me pareceu o carro-chefe da marca, onde apareciam os itens citados acima de uma maneira mais despojada, sempre acompanhados de meia-calça colorida no look das meninas.

Mas o ponto alto do desfile, sem dúvidas, ficou por conta do ator Cássio Reis e do cadeirante conduzido por ele na passarela. Teve choro? Teve! A platéia (boa parte dela também eram crianças) ficou muito emocionada e até esqueceu o desconforto da música falhada minutos antes. É bem provável que a idéia tenha surgido por causa da novela Viver a Vida, mas bem que podia ser repetido no futuro.

E para terminar ainda teve She and Him com Why do you let me stay here? conduzindo a passarela. Mágico.

Abaixo estão algumas imagens do catálogo de inverno da marca, que está super bem produzido e pode ser acessado na íntegra aqui.






Desfile C&A

O desfile da C&A foi supreendente.

Ele conseguiu mostrar as diferentes linhas da coleção de inverno e ainda centralizar as variações de estilo sob um mesmo guarda-chuva. E tudo muito bem representado pela música. Ficou fácil e gostoso de ver e também entender o que a marca estava propondo.

No telão e no figurino, uma mistura de C&A com Alice em um desfile de cartas e naipes de baralho.

Quem já viu a campanha de inverno da C&A sabe que a música tema escolhida é Tainted Love, originalmente gravada por Gloria Jones em 1964 e mundialmente conhecida na versão clássica anos 80 do Soft Cell. E essa música foi o ponto alto do desfile, dividido em 5 partes a partir de 5 versões diferentes da música.

A primeira linha a entrar na passarela trazia blazers, bermudas, meias 4/8 e muito xadrez. Os óculos deixaram claro que a inspiração vinha dos nerds.

A segunda linha, bem urbana, trazia muito forte os tons de cinza, as meias rasgadas e as sobreposições. Chamo atenção para os lenços sobrepostos no pescoço, quase um exagero, mas marcando bem a intenção de se mesclar com o espaço urbano.

A terceira, cuja trilha foi a versão de Tainted Love de Marilyn Manson, mostrava as peças rockers (quase góticas, na minha opinião). A maquiagem pesada, a palidez dos modelos, o preto, as tachas, o couro, wet legging. Clara referência vampiresca.

Para mostrar as lingeries, coleção recém colocada nas vitrines, assinada pela Pussicat Doll Nicole, Tainted Love ganhou uma versão cabaret. Os vermelhos, as cintas-liga, os ombros marcados e os corsets vieram acompanhados do batom borrado na boca das modelos.

Para finalizar: o jeans. Dessa vez o jeans lavado e as calças skinny apareceram na versão dance da música. Também tinha muito colete e correntes.

O ClickRBS fez um vídeo com os melhores momentos do desfile, é só clicar aqui.

Acho que a C&A, com a coleção de inverno, fez jus ao título de grande rede de fast fashion. A marca soube trazer as principais tendências das semanas de moda para o varejo popular. Sem contar que conseguiu criar uma coleção bastante interessante, sejam as tendências que a inspiraram novas ou antigas. O desfile foi mais interessante ainda, o Donna Fashion ganhou um ponto comigo depois dele. Já falei que achei a idéia da música muito boa?

As últimas fotos são de Tadeu Vilani para o ClickRBS.

07 abril, 2010

Desfile da Casa Masson by Vogue

IMPRESSÕES GERAIS DO ANTES
(quem quiser saber SÓ sobre o desfile vai direto para IMPRESSÕES DO DESFILE, lá no final do post)

Quando a Alana me avisou que o @tanavitrine estava convidando blogueiras/tuiteiras para “alguma coisa” próximo à semana do Donna Fashion eu cheguei a responder pra ela: “bah, não tenho talento pra essas coisas”.

Essa falta de talento não diz respeito a minha incapacidade de falar sobre o assunto, meu blog é opinativo, logo, quase tudo vale, desde que você esteja disposto a ler. A falta de talento que eu mencionei para a Alana diz respeito à inabilidade de puxar saco.

E esse desabafo é porque eu sempre achei o Donna Fashion problemático (sempre desde 2008, que foi quando eu comecei a ir). É um evento atrasado pois a maior parte das coleções já foi apresentada no Rio ou SP. É um evento sem público porque a platéia costuma ser uma salada de gente onde o foco, às vezes, passa bem longe do assunto. A impressão que eu tinha era de que os desfiles não eram discutidos, eram apenas noticiados. E não gerava nenhum assunto além da badalação.

Toda a função da C&A chamando blogueiras e tuiteiras foi interessante pela possibilidade de gerar instabilidade em um evento que já não inspirava tanto. E lembro que, conversando com alguns publicitários certa vez, chegamos a levantar isso. Quem sabe o que falta pro DFI é um pouco mais de “gente de fora”, sem compromisso com a moda, a fim de opinar na base do gosto/não gosto, um “eu penso” sem se preocupar com a repercussão.


IMPRESSÕES GERAIS DO DEPOIS
O Donna Fashion, em si, ainda não me convenceu como evento de moda (e não sou autoridade no assunto, só para lembrar).

Começando pelo tema.
Apesar de fofo e por mais que eu seja apaixonada por tudo que envolve Alice no País das Maravilhas, temos que concordar que o tema peca em originalidade.
Apesar disso, é óbvio que eu achei tudo muito lindo. Fotos toscas do celular a seguir.

A função com as blogueiras.
Não sei se renovou o público do DF, mas com certeza deixou tudo muito mais familiar para mim. E a conversa descompromissada sobre o que tínhamos acabado de ver também fez diferença. Um agradecimento especial para a Paula que me acompanhou :)

Uma reclamação aqui: a Nathy chamou atenção para a falta de wireless. Um monte de mulher enlouquecida pra tuitar e não tem wireless? (Reiterando que eu amo meu celular).

O desfile da Dorothy Vintage, no lounge, deu um pouco de esperança de, no futuro, ver essas produções INÉDITAS feitas AQUI irem para a passarela principal. Dedinhos cruzados.


IMPRESSÕES DO DESFILE

Tá, saí do trabalho hoje um tanto desesperada sobre o que eu ia escrever a respeito de um desfile de óculos. É que para minha miopia e astigmatismo, o óculos sempre teve uma função mais prática, nunca associei à moda. Sempre escolhi o bonito, que fica bem no rosto, levinho e na faixa de preço universitária.

Inclusive, me preocupei muito em conseguir ver os óculos da platéia. Mas isso não foi problema.

O desfile da Casa Masson by Vogue começou com um pequeno teatrinho (que continuou depois) e ao som de Ed Napoli com clássicos pop rock no violão. O teatrinho consistia em uma modelo de wet legging e camiseta branca (combinação estranha para o desfile, btw) provando roupas, acessórios e óculos em frente a uma penteadeira.

Achei desnecessário. Achei desconfortável até. É impossível prestar atenção no desfile e no teatrinho.

Os óculos.
Na linha de óculos escuros não vi nada de novo, ou nada me pareceu novo. Lembro de ter visto wayfarer e oclão.

Nos óculos de grau algo, enfim, chamou atenção. Neon.
Tá certo que neon não é novidade para ninguém, já apareceu exaustivamente nas passarelas do mundo todo no ano passado. Mas na armação de óculos eu nunca tinha visto. E eu passei um mês inteiro procurando uma armação nova para mim neste ano.

Frente neon e aste preta. Frente neon e aste branca. Aste e frente neon com detalhes em preto. Enfim, tinha neon de vários jeitos. Aliás, tinha neon em tudo, nos óculos, nas roupas, nas meias e até nos lábios das modelos.

[foto do Jefferson Botega]

Mas eu não consigo ver isso saindo das passarelas. Pode ser uma opinião restrita de consumidora que não troca de armação constantemente e que, quando compra, sempre procura por algo mais discreto e que “vai bem com toda roupa”. Mas eu também não sou consumidora Vogue Eyewear, diga-se de passagem.

Sábado eu vou no desfile da C&A (é, mudou) e domingo terá post novo por aqui.

06 abril, 2010

Antes da vitrine

E quem é que ia imaginar que eu, escondida nos panos pretos e com os cabelos castanhos na cara, ia me interessar por moda? E quem disse que não?

Acho que o interesse mesmo surgiu lá por 2008, quando eu comecei a trabalhar com planejamento de comunicação. Era observar, observar e observar tudo. Como as pessoas andam, como comem, como compram, como se divertem, como trabalham, como gastam seu dinheiro e, claro, como se vestem. Rua, sempre. As ideias estão lá fora.

Em meio aos tropeços com nomes de estilistas e grifes, eu descobri os blogs de street style, o bottom up, as microtendências all over the world e duas coisas com as quais eu jamais vou conseguir viver sem: moda e internet.
E tem como não se apaixonar pelas pessoas de Helsinki?

E é por causa das pessoas de Helsinki, dessa nova e já velha "voz do usuário" que amanhã e domingo eu vou acompanhar dois desfiles do Donna Fashion a partir de um convite que o @tanavitrine fez no Twitter. Simples assim. E não serei só eu, óbvio, tem uma galera que vai participar da função, é só acompanhar no blog da C&A.

Vou postar aqui sobre dois desfiles: o da Casa Masson by Vogue e o da Tyrol.
E vou tentar descobrir, é claro, se o DFI conseguiu encontrar seu norte.

07 fevereiro, 2010

A moda impossível

Tenho uma paixão absurda pelos blogs de street style, já deixei bem claro em vários posts aqui no blog, incluindo esse, que é o mais completinho.

Acho que esses blogs amplificaram a moda do mundo todo e colocaram em pauta as microtendências que existem nos lugares mais remotos. Sem contar que qualquer um pode ser fashionista por um dia, basta ter público.

Pois então, à medida que esses blogs ficaram mais populares, eles perderam aquele aspecto "cool" de novidade. E aquela coisa boa de "amplificar a moda do mundo todo" perdeu um pouco do sentido, virou lugar comum.

No entanto, clássico que é clássico sempre fica, sempre volta, sempre é referência. E, apesar da moda não ser nova, a ideia é.

Apresento-lhes o Impossible Cool.
O site Impossible Cool revisita o estilo do passado, a partir de arquivos fotográficos de celebridades reconhecidas pela sua maneira única de vestir. Figuras clássicas como Marilyn Monroe, Sophia Loren, Jane Birkin, Clark Gable, Al Pacino e Twiggy são presenças constantes. A maiorias das fotos são P&B raras dos famosos se perfazendo de pedestres.

Bom para quem gosta de ser vintage.

14 maio, 2009

Luluzinha Camp RS, go!

Gurias do RS!
Foi dada a largada para o 1º Luluzinha Camp em Porto Alegre.
E o que é Luluzinha Camp?
Um encontro de blogueiras, clube da Luluzinha. A idéia foi da Lúcia Freitas que, juntamente com a Nospheratt, Lu Monte, Juliana Sales e Zel, começou a divulgação pela web. A Lúcia percebeu que existiam meninas na web sim, elas só não participavam tanto quanto os meninos. A partir disso foi criado um grupo de discussões (que nunca parou e já passou pelos mais variados assuntos) e, em agosto, todo mundo se juntou lá em São Paulo [fotinhos abaixo].

Depois do encontro em São Paulo começou uma movimentação para juntar as blogueiras/twitteiras de vários locais do Brasil. E agora chegou a vez de Porto Alegre.

O que esse encontro vai ter?
- oficinas/bate-papos
- palestras
- presentes e sorteios
- bazar de troca e venda
- comidinhas e bebidinhas feitas pelas lulus
- ajuda a uma ONG de animais abandonados (já valeria a pena só por isso)
- e, claro, internet wi-fi

Informações gerais:
06/06/2009
16h
Sem local definido ainda (sugestões são bem-vindas)

Maiores informações com a Deise.
E as inscrições podem ser feitas aqui.

Temos também um grupo de e-mails para discutirmos e nos conhecermos melhor.

Em São Paulo a primeira edição foi assim:

04 maio, 2009

Pessoal

Eu e a Fer (roommate) estávamos (e faz tempo) falando sobre blogs pessoais X blogs gerais e a Fer me falou: "Estamos em falta de gente que escreva bons blogs pessoais. Um que era muito boa era o da Clarah Averbuck, mas daí ela começou a namorar e parou de escrever. Blogs pessoais bons são aqueles das pessoas infelizes."

Não sei se vocês concordam com isso ou não, e minha intenção nem é argumentar contra ou a favor, até porque ainda não decidi. Só quero dissertar sobre e tirar isso da minha cabeça.

Nos blogs sobre assuntos "gerais" [e esse "gerais" inclui comunicação, cultura, moda, comportamento...] é bem fácil encontrar assunto repetido. Na minha pasta de feeds de comunicação, por exemplo, é bem comum um assunto reaparecer a cada 5 ou 6 posts que eu leio. E não acho que tenha nada de errado com isso, como o próprio nome diz, os assuntos são gerais, de domínio público e interessam a mais de uma pessoa no mesmo dia e, seguindo o caráter de blog: se me interessa, publico.

Mas é por esse mesmo motivo que a pasta "pessoais" dos meus feeds recebe uma atenção toda especial. Os mesmos assuntos podem até aparecer, mas em contextos que são únicos, em contextos que te fazem lembrar de experiências, em contextos que te coram, em contextos que te forçam uma vontade de ser mais corajoso.

Os blogs pessoais mexem comigo. E eu dou atenção a cada mísera palavra que existe neles. Por mais que eu me obrigue a assinar feeds de grandes conglomerados das mídias sociais [informação para o trabalho e conversas efêmeras de boteco], o que eu gosto mesmo são os gatos perdidos pelas esquinas dessa ou de outra cidade que contam sobre um anseio, uma desilusão, uma transa, um porre. Esses sim fazem todo o sentido.

E então eu percebi que o meu blog não era "para mim" já fazia algum tempo. Sempre teve opinião, sempre teve um pouquinho das minhas loucuras pessoais, mas estava faltando em sinceridade. E por quê?

Por que eu estava feliz.

E então eu acho que a Fer estava certa?
Talvez.

O que eu acho é que basta uma simples coisinha te desapontar para que tu pense mais a fundo e descubra um caminhão de coisas que estavam erradas e tu simplesmente não percebia. E o primeiro passo depois de descobrir isso tudo é dar uma passadinha aqui no blog, ficar mais íntima, mais pessoal e mandar à merda quem não entende que blog é blog porque eu escrevo o que quero.

E eu espero que isso faça algum sentido fora da minha cabeça.

Alguns blogs pessoais [com pitadas gerais] que eu acompanho:
Eu, cocinela
Porão e Sótão
Liliane Ferrari
E os idiotas descobriram que são em maior número
A vida mata a pau
Poderosa Afrodite
In the Flesh
Cabana Ranzinza
Contraditorium
Don't touch my moleskine
Não 2 Não 1
É tudo puta

09 abril, 2009

Just another cigarette


minha próxima tattoo


Como eu já falei no Update do post abaixo, estava olhando meus feeds e achei um post parecido com o meu (não era cópia, foi postado antes). No que fui comentar, vi esse link postado por essa garota.

É o Just another cigarette, com fotos lindas de anônimos e famosos fumando.
Vale a pena olhar.





06 abril, 2009

Blog, blog. Baby.

Este blog está sofrendo [sim, sofrendo] mudanças em seu layout.
E como sou eu quem está fazendo essas mudanças, é sempre possível que aconteça alguma merda. Então, não se surpreendam se as coisas ficarem estranhas do nada por aqui.

Bacci.



Gil Elvgren.

29 março, 2009

Nerd Boyfriend

Descobri pelo Update or Die [olha como é fácil linkar] o Nerd Boydriend, um site que reúne fotos de famosos nerds em looks nerds e dá dicas de roupas atuais para tentar ficar parecido.

Achei o máximo, adoro nerds e o jeito desajeitado como se vestem.

Mas cuidado, assegure-se de que você irá vestir [para depois tirar] um verdadeiro nerd. Nada pior que um pitboy sem cérebro usando uma roupitcha assim.