Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens

11 março, 2010

Estatic fear

E se tu tivesse que expressar teus sentimentos através de uma boneca, como faria?

Esse é o trabalho da fotógrafa Beatrice Morabito, uma italiana que criou uma espécie de diário fotográfico onde, ao invés de escrever, ela procura refletir emoções e fantasias pessoais através de bonecas (que eu não tenho certeza se são) Barbie.

Segundo Beatrice:

It is a hard task to communicate feelings with a doll, and I love doing this. While you are trying to give them a feeling you know that what they will express in the pictures it is only what you forced them to express. A doll can not move by herself, cannot smile, cry, change the position of her body, the expression of the face and so on. It is you doing all these things in her place, so she can simply be an object depicting an extension of myself.

Ela é responsável por toda a execução de cada um dos projetos, desde a composição do cenário até a maquiagem. Vale muito a pena conferir, uma a uma, todas as criações dela.

E também tem alguns trabalhos para revistas, dá para ver aqui.

Vi aqui.

25 maio, 2009

Sem farda

E viva o reaproveitamento!

Outro post em segunda mão, diretamente do blog da firma.

Antes de começar quero dizer que ele foi escrito com colaboração do Ronaldo.
Ok, go!


Desde o ano passado, o pessoal do planejamento está prestando muita atenção a tudo que envolve ou remeta à valorização da naturalidade, ao natural look.

Só para contextualizar, o movimento começou em 2004, quando a Dove lançou na Inglaterra a Campanha pela real beleza (que chegou por aqui logo depois). Acho que não é mais novidade para ninguém as mulheres normais “gente como a gente” estampando os anúncios da marca.

No início deste ano foi a vez do bonitão Brad Pitt estampar a capa da revista W exatamente do jeito que é, com suas marcas e rugas.

Depois tivemos 3 capas diferentes para a Elle francesa de abril, uma com Monica Bellucci , outra com Eva Herzigova e a terceira com Sophie Marceau. A revista prometeu que não há maquiagem nem photoshop em nenhuma delas.

E nesta semana nos deparamos com este ensaio do fotógrafo Erwin Olaf, com mulheres maduras encarnando o papel de pin-ups. Segundo o próprio fotógrafo “devemos comemorar o nosso corpo, abraçar nossa idade e não aderir à parte da sociedade pobre de espírito que vive em função dos padrões impostos.”

Essa valorização do natural, que vem desde 2004 com a Dove e suas modelos reais, já teve vários desdobramentos, desde o não-uso de photoshop, incluindo as mature models, os desfiles valorizando tons de pele e por aí vai. E se formos extrapolar muito mais nessa tendência, podemos também incluir a valorização do street style e os muitos flash mobs com gente nua ou parcialmente vestida pelo mundo inteiro.

E, posso até estar exagerando, mas me parece que é um movimento que só tem a crescer, à medida que as pessoas vão ficando mais familiares com a tecnologia e é mais fácil perceber a divisão entre o ideal estético e a realidade. O universo projetivo das pessoas continua sendo projetivo, mas está cada vez mais próximo. Aliás, essas iniciativas chegaram até no Brasil. Lembram daquela campanha da revista Nova, 'Eu tenho celulite'? E a exposição ‘Mulheres de Verdade‘, que tirou a maquiagem de modelos e atrizes globais?

E eu também acrescentaria a recessão. Uma vez que nossos esforços se lançam para o que é estritamente necessário, nada melhor do que valorizar o que nos é intrínseco: nossa beleza real.

18 março, 2009

Hate cables

Tem esse cara, o Christoph Niemann, que também odeia cabos. Os malditos cabos nos acompanham todo dia, toda hora, durante toda vida. E nada funciona sem eles, mas não é uma boa desculpa para deixá-los menos irritantes.

Então, esse cara, o Christoph Niemann, fez algo bem melhor que eu. Ao invés de ficar só reclamando, ele fez um pouquinho de arte.




Mais aqui.
Descobri aqui.

Passeando pelo site do cara e pesquisando no todo poderoso, descobri que ele também faz livros infantis. O "The Pet Dragon", por exemplo, ensina a cultura chinesa para criancinhas, além de ter uma ilustração lindíssima.




Já esse outro livro, "100% Evil", tem várias imagens bizarrinhas que eu amei!





Até o final da semana farei uma exposição do Christoph no quarto andar da agência.
Semana que vem ele vai.... OPS, quase!

16 setembro, 2008

And I will be a carbon freak

Parece que, finalmente, a MTV acertou!
E parece que, finalmente, vai sair um post sobre a onda eco-chata aqui neste blog.

Faz tempo que eu ando reclamando da modinha eco-friendly, de como eu achava que tudo isso não passava de discurso e mero consumismo e que EU NÃO AGUENTAVA MAIS ouvir falar em "salvem o planeta", "não polua", "não coma animaizinhos"e etecétera, etecétera, etecétera.

Caralho! A postura eco-sustentável não é algo que se compra em uma loja express, leva tempo para construir e mudar o pensamento. Eu não vou deixar de fumar o meu cigarro e os lhamas não vão parar de peidar para salvar o meio-ambiente.
Sem extremismos, ok? Qualquer tipo de extremismo é contra-producente.


Mas então, eu atrasei tanto para colocar essas palavras por aqui que a MTV saiu na frente.

A MTV acaba de lançar a campanha socioambiental Switch.

O objetivo disso é responder a essas atitudes falsas de "eco-friendlysmo". É uma resposta à invasão de produtos, partidos, pessoas e iniciativas “verdes”, que criaram um consumo desenfreado e uma suposta tomada de consciência a respeito da sustentabilidade.

O vídeo aí embaixo chama-se The Green Song, e ele vai tentar passar uma mensagem aos eco-chatos: pensem, discutam, conscientizem-se, busquem informações antes de sair por aí fazendo terrorismo em nome do meio-ambiente.


Não é preciso ser verde para ser verde, saca?



The Green Song from Mario Vellandi on Vimeo.


E antes que alguém pergunte ou critique:
1. Eu fumo e vou continuar fumando. Não vou parar de fumar [nem de produzir CO2 pela minha respiração] só porque o planeta está em perigo.
2. Gostaria muito de não comer animais, mas acontece que eles são gostosos e eu vou continuar comendo [mesmo que desde meus 12 anos eu sinta um pouco de culpa].
3. eu gosto muito dos dois banhos que eu tomo por dia e acho que eles são fundamentais para meu bem-estar físico e psicológico.
4. Farei todo o possível para economizar energia, água e demais recursos naturais. Mas todos eles ainda são necessários para certas coisas. That's life, deal with that!

20 novembro, 2007

MIL VOLTAS

Eu já peguei ônibus milhares de vezes em Porto Alegre e parece que eu já conheço boa parte da cidade como a palma da minha mão mas, sempre que eu pego um ônibus diferente, eu gosto de ficar o tempo inteiro olhando o trajeto, por mais sem graça que possa parecer a paisagem.
Acontece que, depois de um tempo pegando sempre o mesmo ônibus, a tal paisagem pode ficar um tanto maçante e daí eu volto a levar um livro dentro da bolsa ou um amigo do lado do ônibus para fazer a viagem valer a pena. Os amigos são melhores que os livros, pois eles são úteis mesmo quando não tem lugar no ônibus e é preciso ficar de pé [porque leitura é algo que eu preciso fazer com calma e confortavelmente, o mínimo exigido é um assento de ônibus]. Em compensação, os livros podem ser fechados se bater a vontade de ficar sozinho e quieto.....
Mas enfim, a questão toda é que o caminho até a TVE não cansou até agora e, diga-se de passagem, ele tem tudo para enjoar. Depois de uma caminhada de 15 minutos até o campus do centro eu pego o TV, que normalmente vem quase lotado e muito fedido. O caminho não é nada de mais [perimetral - aureliano - érico - correa lima] na real, é bem ruinzinho até, mas toda vez eu sinto uma vontade enorme de olhar, de simplesmente olhar as placas, os cartazes, os outdoors, as pessoas, os animais, os carros, as árvores, o lixo.....
Desde que entrei na TVE eu abandonei os livros na bolsa [já que não tenho mais a opção de encontar um amigo no ônibus].
Ontem eu comecei a ler [em casa] o "História sem fim", do Michael Ende [aquele, do filme, da espécie de cachorro que voa] e não consegui desgrudar, quase virei a noite. Decidi colocá-lo na bolsa. E lá ele ficou porque eu só conseguia olhar, olhar e olhar a paisagem de sempre.