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01 fevereiro, 2011

Fashion pop-up

Um livro pop-up com peças icônicas dos mais famosos estilistas do nosso tempo. É um projeto de um estudante chamado Ruben Scupin e, como ele disse, é paper couture.


O vídeo é lindíssimo e é dica da Vivis.

15 agosto, 2010

Sobre o que é estranho

Toda a semana eu tenho uma “postagem fixa” no Twitter. Está entre aspas porque o meu comentário é quase sempre o mesmo, o que muda é o link. Costuma ser na segunda-feira, ou domingo (às vezes eles mudam), porque é o dia em que o Hel Looks faz 5 ou 6 postagens com os looks de pessoas que circulam pelas ruas de Helsinki. E eu preciso declarar o meu amor pelas pessoas de Helsinki.

E daí você vai pensar “Grande merda, é só mais um blog de street style”.
Te provarei que não.

Várias vezes, aqui no blog mesmo, eu deixei transbordar a minha paixão pelas pessoas de Helsinki, ou por esse blog específico, o que você preferir. E é fato que hoje qualquer um com rede elétrica e uma máquina fotográfica pode fazer um blog de “moda”, mas e o tal do estilo, como é que faz?


Eu acho que é isso que tanto me encanta nessas pessoas, é o tal do estilo próprio, aquele que desapareceu. Não conheço Helsinki, infelizmente. Não sei se o jeito de se vestir dessas pessoas é normal por lá. Mas eu sei que em um cantinho de Porto Alegre elas são fascinantes. Seja usando o must have da semana em uma composição bizarra, ou uma roupa que mais parece a que sua avó usava pra limpar a casa. Meio hype por ser meio jeca, algo assim.


Chega a ser estranho. Com certeza é diferente. Mas mais que diferente, é único. E impossível de copiar (como se vê pelos lookbooks do mundo), porque é algo próprio que se deixa mostrar pela roupa.

Vale a inspiração semanal.


Quando comecei a pensar neste post, logo lembrei das palavras do Walter Rodrigues no Fórum de Inspirações do ano passado:

"E agora vocês entendem que as pessoas estranhas são importantes para a moda? Elas são importantes porque só de olhar para elas nós já levantamos questionamentos. E questionamentos são importantes em qualquer atividade criativa."

E chegando no final do post também passou pela minha cabeça que o jeca de hoje pode ser o hipster de amanhã.


A ilustração do Hipster Fashion Cycle veio daqui.
Todas as fotos são do Hel Looks.

09 julho, 2010

Um cabide que sorri

Para dar início ao V Encontro da Rede Brasileira de Prostitutas rolou um desfile da Daspu, ontem, na Casa de Cultura Mário Quintana.

Para quem não sabe, a Daspu é uma marca de roupas, criada em 2005, por prostitutas ligadas à ONG Davida e capitaneada por Gabriela Leite. Lá no início a Daspu lançou camisetas com frases e estampas de efeito, que não tinham a menor intenção de tirar ninguém da prostituição, mas sim de conscientizar sobre as condições de trabalho, segurança e cidadania.

Hoje a marca desenha muito mais do que camisetas.

No desfile, acompanhados de pirulitos e marshmallows, haviam vestidinhos, saias, calças e macacões. Os cabides? Eles sorriram, dançaram e mandaram beijinho. E tudo terminou com uma grande festa, alí mesmo, no meio da passarela.

Para sentir o clima, seguem algumas fotos toscas do celular.

07 julho, 2010

Os Criadores, o Herchcovitch e a marca de óculos

Alguém em falou um dia, agora não consigo lembrar quem foi, que o sonho de todo adolescente de classe baixa era ser vendedor da Chilli Beans. Foi um comentário bem generalizado e um tanto preconceituoso, mas o fundo de tudo isso é perceber que um vendedor da Chilli Beans tem aquela carinha cool, um jeitão legal que não é impossível de atingir, ou seja, é uma imagem aspiracional mais próxima.

E essa generalização dos vendedores pode ser aplicada aos produtos da marca. A Chilli Beans é responsável por ser um meio termo (gigante) entre as novidades das grifes e os produtos vendidos em lojas populares. A marca pega tendências e as transforma em algo que agrade o consumidor em geral, sem perder a qualidade. Na minha opinião, é a fast fashion dos óculos. Os próprios quiosques de venda em alguns shoppings deixam claro esse posicionamento, é quase como entrar em uma C&A ou Renner, por exemplo, onde o consumidor se sente mais à vontade de pegar, provar e continuar andando sem levar nada.

Não sei se com isso a marca perdeu uma parte do prestígio que tinha anteriormente, tudo que eu falei acima vem de percepções, minhas percepções, sem estudar mais a fundo. Mas o certo é que os últimos movimentos da Chilli Beans evidenciam uma preocupação em agregar valor à marca.

No mês passado a marca lançou a coleção assinada pela Casa de Criadores, com quatro modelos diferentes, desenhados pelos estilistas Gustavo Silvestre, As Gêmeas, Der Metropol e Walério Araújo.

E nos últimos dias “vazou” a parceria com o estilista Alexandre Herchcovitch em uma coleção que será lançada em agosto aqui no Brasil (os óculos já foram lançados em Los Angeles). A coleção, como vocês podem ver, é muito linda e, aparentemente, agradou os fashionistas em geral, só se fala disso. Parceria super acertada, então.


Mas, vendo o principal modelo da coleção, não pude deixar de lembrar de referências que pesquisei no ano passado, respectivamente daqui, daqui e daqui.


Claro, são duas coisas diferentes, até porque os óculos que serão lançados aqui em agosto têm só aparência de madeira, não são feitos do material em si. Mas alguém tem dúvidas de que a Chilli Beans vai popularizar o estilo.


E já que estamos aqui, ô Chilli Beans, quem sabe uns óculos de gatinho na próxima, hein?!

27 junho, 2010

Provocação

Na última aula do Superstylin' a Anne Gaul nos mostrou um case do OEstudio intitulado Fashionz' Olhos.

Esse trabalho, que também deu origem à coleção outono/inverno 2009 da marca, foi feito em parceria com o Instituto Benjamin Constant, instituição carioca especializada na prevenção, reabilitação e tratamento de cegos. O pessoal do OEstudio estudou a relação dos cegos com o vestuário e os métodos que eles usam para escolher as peças e compor um estilo.

A maior parte da coleção é feita de tecidos texturizados, há também peças inteiras sem identificação da parte da frente ou das costas, além de guizos e zípers que auxiliam na hora de se vestir. Enfim, a coleção explora o vestir-se independente da visão.

Quem quiser ver o resultado:


Mas o que realmente me chamou atenção durante a apresentação do case foi o comentário de uma das cegas que participaram do projeto, e ele era mais ou menos assim:

"Eu queria que tivessem umas bengalas diferentes, só existem essas aqui de metal, sem graça. Imagina eu andando por aí com uma bengala com estampa de flores!"

E aqui vem a parte da provocação.

O meu primeiro pensamento foi: Eu me importaria com o aspecto de algo que eu não posso ver? A moda é algo estritamente ligado à percepção individual ou é sempre construída coletivamente?

Você se importaria?

E é na frase da menina cega que eu vejo alguns dos aspectos mais agradáveis da moda, para mim. O aspecto cultural e a construção de identidade. Resumindo: o quanto a estampa de flores representa culturalmente e o quanto poderia dizer sobre um anônimo que cruzar meu caminho.

Depois da pausa, não deixem de conferir o case no site do OEstudio na guia "Collection".

20 maio, 2010

O design, a moda e a identidade pelas ruas

Na edição de ontem do Design Mais - projeto da Escola de Design da Unisinos que realiza palestras periódicas - o tema foi Design e Identidade: a moda como geradora de tendências e, para falar sobre isso, Julieta Puhl e Laureano Mon vieram diretamente da Argentina apresentar o seu Por la Calle.


A idéia desse projeto começou com uma percepção do par no ano de 2001, quando a Argentina enfrentava sua maior crise econômica. Naquele momento os argentinos procuraram por diferentes formas de sobreviver, buscavam por novas formas de expressão e começaram a gerar uma movimentação na cultura local. Havia a necessidade de dar uma “cara” para a Argentina.

“tuvo lugar el inicio de un cambio en las relaciones entre las personas y la percepción de los objetos que las rodeaban”

Então, Julieta e Laureano pensaram em fazer um mapa do design Argentino, de forma a descobrir qual era a identidade do país.

¿Qué rasgos geográficos influyen em nuestra creatividad?

O mapa de diseño argentino contou com 3 anos de pesquisa e reconhecimento de regiões argentinas e seus profissionais, reconhecimento fotográfico e DUZENTAS entrevistas em profundidade com designers. Nunca tive conhecimento de uma pesquisa qualitativa com tanta profundidade.

Ao final do mapeamento, os pesquisadores comprovaram que a Argentina tem sim sua identidade e gera tendências.

Mapa de Diseño Argentino / X La Calle from Hache on Vimeo.

Mas a pesquisa não terminou, ela agregou outras funções e continua agora sob outro nome: Por La Calle. É como uma segunda fase, para descobrir novos designers e revisitar os já conhecidos procurando por mudanças em seu trabalho. O Por La Calle também faz circuitos di diseño, que são pontos de encontro, com mostras das principais criações dos estilistas locais.

Por la Calle, circuitos de diseño from Hache on Vimeo.

Mais do que mostrar o projeto, Julieta e Laureano bateram no ponto de que a identidade é valor agregado. Segundo eles, o trabalho é 75% design próprio e 25% tendências.

Isso pode parecer simples ou óbvio para qualquer pessoa que pense em conceito de marca ou moda, mas sinceramente, quantas marcas você conhece que sabem direitinho qual é sua essência, suas principais características? Como se espera que uma marca que não se conhece possa conhecer (e até lidar) com o consumidor?

O posicionamento adequado frente a essa identidade é o que agrega valor para a marca junto ao público. Indico, para quem quiser compreender um pouco mais sobre isso, passar no blog da Juliana Laguna e também a olhar a apresentação que eu coloquei abaixo, na qual ela expõe alguns conceitos e exemplos de Vantagem Competitiva e Identidade de marca.

Por fim, a palestra de ontem foi, acima de tudo, uma provocação. E nós, temos identidade?

22 abril, 2010

Winter addiction

Eu tenho um vício muito sério: meia-calça.
Boa parte do meu salário vai para comprar meias com estampas/cores novas ou meias queridas que as gatas destruíram. E eu tento me convencer de que nem é tão absurdo, afinal, se tu só uso saia e vestido, alguma coisa tem que proteger as pernas no inverno, certo? [aham, Luci]

Para quem vê todo dia o lookbook, por exemplo, é meio impossível não morrer de vontade de usar poás, lacinhos e cores nas pernas. As redes de fast fashion daqui já se ligaram e começaram a importar alguns modelos mais normaizinhos.

Na Renner dá para encontrar poás, lacinhos e corações.

Imagens do lookbook.

Na Marisa tem rendada, arrastão colorido, animal print e uma infinidade de meias lisas bem coloridas.

Imagens do lookbook.

Também existe a Lingerie.com, empresa que atua aqui, possui duas lojas em São Paulo e entrega para todo o Brasil. Lá é possível encontrar desde brasileiras como a Trifil até Pamela Mann.


Mas, para aquelas que quiserem ir além do que é oferecido aqui, tiverem paciência para esperar e dinheiro de sobra para gastar, vale a pena conferir algumas marcas estrangeiras que possuem loja online. Reuni alguns dos principais sites que entregam no Brasil, com um absurdo de opções em meia-calça.

Da ASOS.


Tabio, marca japonesa.

A My Tights, que vende as meias da House of Holland que viraram febre da London Fashion Week no ano passado e nas pernas da Lily Allen.

E o Etsy que, entre outras coisas, vende as tattoo socks da empresa de Tel Aviv que ficaram super famosas por causa do Twitter.

11 abril, 2010

Desfile da grife infantil Tyrol

A Tyrol deveria fazer roupas para adultos. Sério, não teve como não pensar nisso durante o desfile da grife infantil. Eu queria tudo.

Ou as crianças é que conseguiram dar um clima meio mágico às roupas. A impressão que ficou é de que elas tinham pulado de um livro do Harry Potter, mas um bem antigo, de páginas amareladas pelo tempo, capa de couro e letras douradas.

E essa menção ao livro não é aleatória, os livros também estavam na passarela.
Quem é que não queria ter um filho assim?

A grife apresentou muito do que nós já tínhamos visto nos desfiles adultos: urbanismo/metrópole (em combinações monocromáticas onde o preto e o cinza imperam), heritage/resgate do passado (traduzido nos topes, babados, rosa antigo, marrom, azul marinho, bordô, tartan, estampas florais), Inglaterra (xadrez, gravata borboleta, chapéus) e o glam rock, que me pareceu o carro-chefe da marca, onde apareciam os itens citados acima de uma maneira mais despojada, sempre acompanhados de meia-calça colorida no look das meninas.

Mas o ponto alto do desfile, sem dúvidas, ficou por conta do ator Cássio Reis e do cadeirante conduzido por ele na passarela. Teve choro? Teve! A platéia (boa parte dela também eram crianças) ficou muito emocionada e até esqueceu o desconforto da música falhada minutos antes. É bem provável que a idéia tenha surgido por causa da novela Viver a Vida, mas bem que podia ser repetido no futuro.

E para terminar ainda teve She and Him com Why do you let me stay here? conduzindo a passarela. Mágico.

Abaixo estão algumas imagens do catálogo de inverno da marca, que está super bem produzido e pode ser acessado na íntegra aqui.






Desfile C&A

O desfile da C&A foi supreendente.

Ele conseguiu mostrar as diferentes linhas da coleção de inverno e ainda centralizar as variações de estilo sob um mesmo guarda-chuva. E tudo muito bem representado pela música. Ficou fácil e gostoso de ver e também entender o que a marca estava propondo.

No telão e no figurino, uma mistura de C&A com Alice em um desfile de cartas e naipes de baralho.

Quem já viu a campanha de inverno da C&A sabe que a música tema escolhida é Tainted Love, originalmente gravada por Gloria Jones em 1964 e mundialmente conhecida na versão clássica anos 80 do Soft Cell. E essa música foi o ponto alto do desfile, dividido em 5 partes a partir de 5 versões diferentes da música.

A primeira linha a entrar na passarela trazia blazers, bermudas, meias 4/8 e muito xadrez. Os óculos deixaram claro que a inspiração vinha dos nerds.

A segunda linha, bem urbana, trazia muito forte os tons de cinza, as meias rasgadas e as sobreposições. Chamo atenção para os lenços sobrepostos no pescoço, quase um exagero, mas marcando bem a intenção de se mesclar com o espaço urbano.

A terceira, cuja trilha foi a versão de Tainted Love de Marilyn Manson, mostrava as peças rockers (quase góticas, na minha opinião). A maquiagem pesada, a palidez dos modelos, o preto, as tachas, o couro, wet legging. Clara referência vampiresca.

Para mostrar as lingeries, coleção recém colocada nas vitrines, assinada pela Pussicat Doll Nicole, Tainted Love ganhou uma versão cabaret. Os vermelhos, as cintas-liga, os ombros marcados e os corsets vieram acompanhados do batom borrado na boca das modelos.

Para finalizar: o jeans. Dessa vez o jeans lavado e as calças skinny apareceram na versão dance da música. Também tinha muito colete e correntes.

O ClickRBS fez um vídeo com os melhores momentos do desfile, é só clicar aqui.

Acho que a C&A, com a coleção de inverno, fez jus ao título de grande rede de fast fashion. A marca soube trazer as principais tendências das semanas de moda para o varejo popular. Sem contar que conseguiu criar uma coleção bastante interessante, sejam as tendências que a inspiraram novas ou antigas. O desfile foi mais interessante ainda, o Donna Fashion ganhou um ponto comigo depois dele. Já falei que achei a idéia da música muito boa?

As últimas fotos são de Tadeu Vilani para o ClickRBS.

07 abril, 2010

Desfile da Casa Masson by Vogue

IMPRESSÕES GERAIS DO ANTES
(quem quiser saber SÓ sobre o desfile vai direto para IMPRESSÕES DO DESFILE, lá no final do post)

Quando a Alana me avisou que o @tanavitrine estava convidando blogueiras/tuiteiras para “alguma coisa” próximo à semana do Donna Fashion eu cheguei a responder pra ela: “bah, não tenho talento pra essas coisas”.

Essa falta de talento não diz respeito a minha incapacidade de falar sobre o assunto, meu blog é opinativo, logo, quase tudo vale, desde que você esteja disposto a ler. A falta de talento que eu mencionei para a Alana diz respeito à inabilidade de puxar saco.

E esse desabafo é porque eu sempre achei o Donna Fashion problemático (sempre desde 2008, que foi quando eu comecei a ir). É um evento atrasado pois a maior parte das coleções já foi apresentada no Rio ou SP. É um evento sem público porque a platéia costuma ser uma salada de gente onde o foco, às vezes, passa bem longe do assunto. A impressão que eu tinha era de que os desfiles não eram discutidos, eram apenas noticiados. E não gerava nenhum assunto além da badalação.

Toda a função da C&A chamando blogueiras e tuiteiras foi interessante pela possibilidade de gerar instabilidade em um evento que já não inspirava tanto. E lembro que, conversando com alguns publicitários certa vez, chegamos a levantar isso. Quem sabe o que falta pro DFI é um pouco mais de “gente de fora”, sem compromisso com a moda, a fim de opinar na base do gosto/não gosto, um “eu penso” sem se preocupar com a repercussão.


IMPRESSÕES GERAIS DO DEPOIS
O Donna Fashion, em si, ainda não me convenceu como evento de moda (e não sou autoridade no assunto, só para lembrar).

Começando pelo tema.
Apesar de fofo e por mais que eu seja apaixonada por tudo que envolve Alice no País das Maravilhas, temos que concordar que o tema peca em originalidade.
Apesar disso, é óbvio que eu achei tudo muito lindo. Fotos toscas do celular a seguir.

A função com as blogueiras.
Não sei se renovou o público do DF, mas com certeza deixou tudo muito mais familiar para mim. E a conversa descompromissada sobre o que tínhamos acabado de ver também fez diferença. Um agradecimento especial para a Paula que me acompanhou :)

Uma reclamação aqui: a Nathy chamou atenção para a falta de wireless. Um monte de mulher enlouquecida pra tuitar e não tem wireless? (Reiterando que eu amo meu celular).

O desfile da Dorothy Vintage, no lounge, deu um pouco de esperança de, no futuro, ver essas produções INÉDITAS feitas AQUI irem para a passarela principal. Dedinhos cruzados.


IMPRESSÕES DO DESFILE

Tá, saí do trabalho hoje um tanto desesperada sobre o que eu ia escrever a respeito de um desfile de óculos. É que para minha miopia e astigmatismo, o óculos sempre teve uma função mais prática, nunca associei à moda. Sempre escolhi o bonito, que fica bem no rosto, levinho e na faixa de preço universitária.

Inclusive, me preocupei muito em conseguir ver os óculos da platéia. Mas isso não foi problema.

O desfile da Casa Masson by Vogue começou com um pequeno teatrinho (que continuou depois) e ao som de Ed Napoli com clássicos pop rock no violão. O teatrinho consistia em uma modelo de wet legging e camiseta branca (combinação estranha para o desfile, btw) provando roupas, acessórios e óculos em frente a uma penteadeira.

Achei desnecessário. Achei desconfortável até. É impossível prestar atenção no desfile e no teatrinho.

Os óculos.
Na linha de óculos escuros não vi nada de novo, ou nada me pareceu novo. Lembro de ter visto wayfarer e oclão.

Nos óculos de grau algo, enfim, chamou atenção. Neon.
Tá certo que neon não é novidade para ninguém, já apareceu exaustivamente nas passarelas do mundo todo no ano passado. Mas na armação de óculos eu nunca tinha visto. E eu passei um mês inteiro procurando uma armação nova para mim neste ano.

Frente neon e aste preta. Frente neon e aste branca. Aste e frente neon com detalhes em preto. Enfim, tinha neon de vários jeitos. Aliás, tinha neon em tudo, nos óculos, nas roupas, nas meias e até nos lábios das modelos.

[foto do Jefferson Botega]

Mas eu não consigo ver isso saindo das passarelas. Pode ser uma opinião restrita de consumidora que não troca de armação constantemente e que, quando compra, sempre procura por algo mais discreto e que “vai bem com toda roupa”. Mas eu também não sou consumidora Vogue Eyewear, diga-se de passagem.

Sábado eu vou no desfile da C&A (é, mudou) e domingo terá post novo por aqui.

06 abril, 2010

Antes da vitrine

E quem é que ia imaginar que eu, escondida nos panos pretos e com os cabelos castanhos na cara, ia me interessar por moda? E quem disse que não?

Acho que o interesse mesmo surgiu lá por 2008, quando eu comecei a trabalhar com planejamento de comunicação. Era observar, observar e observar tudo. Como as pessoas andam, como comem, como compram, como se divertem, como trabalham, como gastam seu dinheiro e, claro, como se vestem. Rua, sempre. As ideias estão lá fora.

Em meio aos tropeços com nomes de estilistas e grifes, eu descobri os blogs de street style, o bottom up, as microtendências all over the world e duas coisas com as quais eu jamais vou conseguir viver sem: moda e internet.
E tem como não se apaixonar pelas pessoas de Helsinki?

E é por causa das pessoas de Helsinki, dessa nova e já velha "voz do usuário" que amanhã e domingo eu vou acompanhar dois desfiles do Donna Fashion a partir de um convite que o @tanavitrine fez no Twitter. Simples assim. E não serei só eu, óbvio, tem uma galera que vai participar da função, é só acompanhar no blog da C&A.

Vou postar aqui sobre dois desfiles: o da Casa Masson by Vogue e o da Tyrol.
E vou tentar descobrir, é claro, se o DFI conseguiu encontrar seu norte.

05 abril, 2010

Moda polaroid

Em uma semana eu vi as minhas polaroids queridas aparecerem na moda em dois momentos.

Primeiro, em lenços de seda do designer Philippe Roucou e da fotógrafa M. Cherie. A coleção Objects troves Polaroid Scarf é composta de sete estampas diferentes, feitas a partir da impressão de fotografias polaroid. Quer comprar? Aqui.


Segundo, a linha de camisetas de Joe Misurelli com a própria Polaroid, vendida pela Sixpack France. Cada estampa é uma sobreposição de várias imagens feitas pela câmera querida.

07 fevereiro, 2010

A moda impossível

Tenho uma paixão absurda pelos blogs de street style, já deixei bem claro em vários posts aqui no blog, incluindo esse, que é o mais completinho.

Acho que esses blogs amplificaram a moda do mundo todo e colocaram em pauta as microtendências que existem nos lugares mais remotos. Sem contar que qualquer um pode ser fashionista por um dia, basta ter público.

Pois então, à medida que esses blogs ficaram mais populares, eles perderam aquele aspecto "cool" de novidade. E aquela coisa boa de "amplificar a moda do mundo todo" perdeu um pouco do sentido, virou lugar comum.

No entanto, clássico que é clássico sempre fica, sempre volta, sempre é referência. E, apesar da moda não ser nova, a ideia é.

Apresento-lhes o Impossible Cool.
O site Impossible Cool revisita o estilo do passado, a partir de arquivos fotográficos de celebridades reconhecidas pela sua maneira única de vestir. Figuras clássicas como Marilyn Monroe, Sophia Loren, Jane Birkin, Clark Gable, Al Pacino e Twiggy são presenças constantes. A maiorias das fotos são P&B raras dos famosos se perfazendo de pedestres.

Bom para quem gosta de ser vintage.