31 outubro, 2008

Blood, blood, blood...

Blood is all you nedd.

Aproveitando que hoje é Halloween [coisa mais clichê], finalmente vou falar de True Blood, a série que anda tirando meu sono e que me deixou "addicted in torrent".



Já entrego que, tirando alguns diálogos e situações patetas, a série é perfeita. Se tu não suporta diálogos e situaçãos meio patetas, desiste. Pára por aqui e nem lê o resto.

Para começar, a série trata de vampiros.
E vampiros, vocês sabem, são criaturas noturnas, pálidas, usam roupas escuras, mordem, alimentam-se de sangue e tu jamais os verá retratados dançando um funk. Resumindo: nhami. Isso faz deles minhas criaturas mitológicas preferidas.



Em segundo lugar, a mocinha.
Sookie é o nome da personagem principal. Uma mocinha bela e bondosa de uma cidadezinha do sul dos States que mora com a avó e o irmão taradinho. A tal garota é capaz de ler pensamentos, quando quer. Um belo dia a mocinha sem graça resolve soltar um "WTF? Cansei de todos vocês. Vão todos à merda. A vida é minha. Faço o que eu quero."
E então ela pega o vampiro.
I like the way you think!



O enredo.
A moral da história é que os vampiros resolveram sair do armário.
Eles estão tentando conviver com os humanos. Para tanto, os japas criaram um sangue sintético chamado "True Blood" com todas as propriedades necessárias para manter os mortos vivos. Tem político vampiro, um projeto de lei defendendo os direitos da classe e tudo o mais.



Só que a maioria das pessoas ainda possuem um certo preconceito sobre a classe que pode matar com uma mordida e convencer através do olhar. Crucifixos, água benta, alho e o caralhoaquatro são mitos, apenas mitos. Os vampiros não desaparecem tão rápido assim. Logo, a desconfiança sempre recai sobre eles, principalmente em cidades pequenas com mocinhas.

Claro que também existem aqueles vampiros que, de modo algum, sujeitam-se a viver entre humanos. Eles vivem em "ninhos" e são os malvadões.

Descobre-se que o sangue morto dos vampiros é capaz de dar vida a todas as células do corpo humano. Despertar sensações, melhorar desempenhos. Endurecer, endurecer, endurecer [got it?]. O sangue dos vampiros começa a ser traficado, é como um Ecstasy mais fodão, chama-se V.

As mulheres, claro, pagam o maior pau para as criaturas. Não são poucas as que freqüentam boates vampirescas na intenção de alimentar um dos branquelos.



A série não tem nada de cult, experimental, pseudo ou intelectual.
É entretenimento puro, mas com vampiros.
E isso já faz toda a diferença.

Ela está ainda na primeira temporada e passa na HBO.
Eu baixo pelo mininova.org

28 outubro, 2008

What's inside your wallet?

What's inside your wallet? é um projeto de um dos grupos do curso de Planejamento Click!Planning.

A moral da história é fazer um banco de imagens/dados/histórias e descobrir/ver/analisar o que o conteúdo das carteiras fala sobre seus donos. Todo mundo pode postar [e deve!], basta ter uma conta no Yahoo.

Sobre os outros dois grupos da turma e seus respectivos projetos: um grupo vai fazer um documentário sobre os nightbikers e o outro vai fazer um grupo de discussão sobre sexo.

E sobre o Click!Planning: curso de Planejamento da Escola de Criação da ESPM, essa é a segunda turma do curso. Entre os professores temos o Giba [chefinho e Diretor de Planejamento da DCS], Ronaldo Pegoraro [coleguinha e planejador da DCS], Pedro Talhari [idem colchete anterior], Marcelo Lubisco [Diretor de Planejamento da DuploM], entre outros.

Vai fazer a tua foto!
Essa é a minha.
O que ela diz sobre mim?

27 outubro, 2008

O DIA

Existem algumas coisas que me fazem sentir falta do jornalismo.
O dia 28 de outubro é uma delas.

No ano passado eu fiz uma matéria para o TV Cine sobre o Dia Internacional da Animação, que acontece todos os anos no dia... adivinha qual é o dia?



Por causa dessa matéria eu não conheci apenas o evento, mas também a Luciana Druzina [que, além de coordenar esse dia, também é a idealizadora e coordenadora do Granimado] e o José Maia [um dos grandes nomes da animação brasileira].

Tive quase que uma aula sobre animação. Passei todo o dia com eles mais me divertindo que trabalhando. Não precisa dizer que essa matéria consta entre as primeiras no ranking de “coisas legais que a Luci já fez na vida”.

[Wood e Stock]

Pois então, neste ano [se eu conseguir sair da agência em horário hábil] eu pretendo estar lá novamente prestigiando o evento, que é uma das idéias mais bacaninhas dos últimos tempos.


Sobre o Dia Internacional da Animação:
É uma mostra de curtas-metragens nacionais e internacionais de animação que acontece todo ano simultaneamente em 150 cidades brasileiras.

É organizado pela ABCA [Organização Brasileira de Cinema de Animação] e já está na quarta edição.

Por que dia 28 de outubro?
Esse foi o dia em que Emile Reynaud realizou a primeira projeção de imagens animadas no Museu Grevin, em Paris, lá no ano de 1892. Essa projeção foi à primeira exibição pública do mundo.

Que horas começa?
Às 19 horas e 30 minutos, simultaneamente, em 150 cidades brasileiras.
Em Porto Alegre vai ter um evento à parte, a Mostra Infantil, que começa às 15 horas, no Santander Cultural.
A programação completa de cada cidade participante você encontra aqui.


A qualidade das produções da mostra são absurdas.
As idéias são geniais.
As pessoas que aparecem por lá são empolgadas e interessadas em cinema de animação. Rende um papo posterior.
E ainda rola um coquetelzinho no fim.


Então, se tu não tem que trabalhar ou ir para a aula [e se tu for Fabicano isso não é desculpa], tira a bunda da cadeira e vai para lá. Vale a pena. Mesmo!




[O Reino Azul, O Natal do Burrinho, Treiler, Os Cobras]

PS: Quem quiser conhecer [ou rever] o trabalho do José Maia, nesse site tem 6 trabalhos dos quais ele participou.

Semiótica e Semântica



Signo, ícone, índice, significado, discurso, blá, blá, blá.


Nah, eu só postei porque achei bacaninha.
Foi o Carlos, o carinha que trabalha com o Pinky lá na Escala, quem fez.

23 outubro, 2008

We are very stupid



E com grande orgulho [?!] eu informo que o Brasil finalmente ganhou algo para o qual foi indicado.
Siiiim, algo realmente grandioso!
Graças ao mérito de um ser humano muito mais "esperto" que Lindemberg, Eloá ou a polícia de Santo André.

Padre Adelir Antônio é o vencedor do Darwin Awards!. Ele obteve mais de 10 mil votos!
Parabéns!

Fico sempre muito orgulhosa por viver em um lugar cheio de idéias criativas como o Brasil.



Sobre o Darwin Awards: prêmio dedicado a pessoas que salvam o mundo de seus genes através de mortes bem idiotas, ou seja, pessoas que morrem em situações bem estúpidas.

20 outubro, 2008

Caixa, a teoria

Sabe qual é, para mim, o maior problema do jornalismo?
A falta de criatividade. É estar sempre dentro da caixa.

Há duas semanas eu fui em um curso que a planejadora Guega Rocha, da JWT, deu no Click!Planning. Nesse curso [que por sinal, foi fenomenal] ela dizia que o grande desafio do planejador era pensar e inovar dentro da caixa. Logo, um bom planejador é inovador mesmo estando delimitado pelos briefings, clientes, agências e mídias da vida. Primeiro impulso foi discordar, mas ela deu uma série de bons argumentos que se tornou impossível fazê-lo.

E daí? Estão ansiosos pela minha rendição? Querem que eu admita que publicidade e jornalismo étudoamesmamerda?

Não será hoje, sinto muito.

Eis que, depois de quase seis meses trabalhando só com publicidade, tendo como únicas atividades “jornalísticas” um blog afetado e uma entrevista literária com uma puta, eu, infelizmente, TIVE QUE entrar em contato com o jornalisticamente booooooooring jornalismo de novo.

E digo que a tal da caixa, que, de fato, existe em qualquer profissão, desse lado é bem mais apertada. E não é só uma caixa, são duas: a primeira é fechada pela empresa, já a segunda é fechada pelos vícios do próprio jornalismo, dos seus leads, dos stand-ups, sonoras e imagens.

Veja bem, na publicidade você precisa estar dentro da caixa, mas antes de fechar ou esgotar toda e qualquer “pessoalidade”, você já imprimiu uma série de opiniões e pensamentos. Você pegou a informação, pensou, observou, concluiu e então você fez um documento com tudo isso, utilizando informação, opinião e bom senso. Colocou na caixa. Se acaso algo não coube, você considerou, reconsiderou, tirou da caixa. Mas o importante é que foi registrado. E eu sempre fecho a caixa com um lacinho bem pessoal.




Já no jornalismo, você já começa retirando toda e qualquer pessoalidade, você já começou pensando como alguém que não pensa, pois, enfim, jornalista é imparcial, certo? Daí você foi lá e pegou a informação, pensou um pouco, mas bem pouco, porque logo veio o LEAD que te obrigou a construir uma historinha. Conclusão? Não mesmo, quem deve concluir é o leitor, que vai gastar 10 segundos lendo as 2 primeiras linhas, vai achar tão chato quanto a morte e vai absorver umas 3 palavras. Daí você vai lá e coloca dentro da caixa, mas a caixa é tão apertada que você ainda vai ter que modificar umas duas ou três frases para não ficar “tendencioso” [e eram justo aquelas 3 frases que imprimiam um pouco do seu “eu”].




Mas, acima de tudo, o jornalismo, para mim, é sem sal. Não oferece desafios, não me obriga a pensar, não me estimula a refletir. E, mesmo quando eu faço tudo isso por conta própria, a caixa me prende e sufoca, me obriga a ser medíocre.

E antes que alguém reclame, meu blog também é meu diário.
Me convida a desabafar. Sem caixas.



O gatinho nada tem a ver com o que eu escrevi. É só porque eu gosto de gatinhos.

17 outubro, 2008

Sparta!


This is Sparta!


This is also Sparta!


This is Sparta too!


No matter what, this is Sparta!

15 outubro, 2008

Luxo no açougue


Baby Doll by Yves Saint Laurent

Pacotes de viagem ao espaço, Daslu, Tablet PC, perfumes Yves Saint Laurent, bolsas Louis Vuitton, banheiras de ouro, hotéis megalomaníacos de Dubai, entre outros, sempre estiveram bem distantes da minha realidade.
Até agora.
Não que eles façam parte da minha vida, materialmente falando, mas leio um pouquinho sobre eles todos os dias.

No início achava que, com toda essa história de boom da classe C, aumento do crédito e maior poder aquisitivo para todas as classes, esses produtos e marcas estavam sim mais acessíveis e, digamos, mais na mídia.

Mas daí veio a suposta crise [a dos States] e, embora nós, meros mortais, não nos preocupemos com ela, é impossível não deixar de notar que, todo santo dia, umas 10 matérias dos principais jornais do país estão relacionadas a ela.

E daí eu pensei, esse negócio de produtos premium e/ou luxuosos vai parar de aparecer tanto.
Um engano.

E então eu passei a acreditar que só estava em contato com tudo isso porque, enfim, eu preciso estar em contato com isso no trabalho. A Wish online faz parte dos meus feeds, por exemplo.

Mas ontem eu realmente cheguei à conclusão que não, não mesmo.

O luxo está virando carne de vaca.
Sim, pois existe até privada coberta com cristais Swarovsky. WTH? Brega, muito brega, mas considerada luxuosa. Enfim. Também acho as famosas bolsas Louis Vuitton brega bagarai, mas é luxuoso, é chique, é exclusivo, né?

Mas a razão de estar escrevendo esse texto veio de dois lançamentos que ocorreram nessa semana, de duas marcas bem conhecidas e conceituadas.

Primeiro aconteceu a inauguração da loja-conceito das Casas Bahia.
Reparem, Casas Bahia é e sempre foi classe C. Tempos atrás eu li que eles estavam investindo ainda mais nesse nicho mas agora acho que eles estão querendo mesmo atirar para todos os lados. E por que não? Isso não é uma crítica.

A proposta da loja é ser um espaço de lançamento de novos produtos e tecnologia.
Tem um espaço chamado life styles, com 3 apartamentos decorados por arquitetos. E TEM MAIS: um catálogo digital com opções de cores e modelos, para o cliente ficar brincando e fazendo suas combinações. Na área de informática, gadgets e consoles for free and for all, para experimentar!

A loja fica em Curitiba, em um shopping, mas até o final do ano abrirão mais duas, uma no Rio e outra em São Paulo.


Por outro lado veio a Revista Veja.
Essa nunca foi classe C no posicionamento, porém é referência nacional, a revista semanal mais lida e blá, blá, blá.

A partir do dia 19 de novembro irá circular, juntamente com a Veja São Paulo [que é o maior mercado de luxo brasileiro], a Veja São Paulo – Especial Luxo, com reportagens, curiosidades e guias de compras e serviços referentes ao consumo de alto-padrão.


E então? Luxo está virando mesmo carne de vaca?



Eu acho que sim. Não é só porque eu trabalho com tendências ou porque eu leio um pouco de tudo todo o dia. O luxo [ou a exclusividade, se preferir] está ficando cada vez menos exclusivo.

E isso não acontece pela mudança de preços. Quando um produto se populariza, ele é comprado em 40 vezes no cartão até que ele vai ficando, gradualmente, mais barato. Avanços tecnológicos e o escambau também contribuem. Mas isso, até então, não acontecia com o que era considerado luxo.


Se é tendência, deixa de ser tendência quando se estabelece. E daí vira moda.

E moda, mesmo quando não é acessível, é copiada, transformada, como aconteceu com as Casas Bahia e a sua loja-conceito.

Se o luxo prima pela individualização, me desculpem, mas quando a maior revista do país resolve lançar uma edição especial-luxo para o maior mercado do Brasil, deixa de ser exclusivo.



Luxo, em breve no açougue mais perto de você.

06 outubro, 2008

Quero defender as mídias sociais

Sou uma grande defensora das mídias sociais.
Não por achar que ela está revolucionando a forma de fazer jornalismo, ou propaganda, ou literatura ou sei lá mais o que. Mas também por isso.
Sou uma grande defensora das mídias sociais por achar que ela está revolucionando a minha vida. E nada mais importante que revoluções na minha vida.

Aqui, meu diário deixou de ser mental. Aqui eu comento com amigos e mais alguns gatos pingados. Aqui eu sinto que minhas opiniões fazem parte de algum sentido muito maior e, quem sabe, eu esteja revolucionando um pouquinho de outras coisas também. E tudo é livre, se eu quiser, posso falar o que tiver vontade.

E eu sempre critiquei o jornalismo por ser sempre do contra, sempre conservador a respeito dos blogs. Todo mundo lembra dos macacos do Estadão, certo? Se não, o Pense Nisso! pensou nisso e postou, além de um bom texto, vários links para lembrar.

Mas o "falem bem, falem mal, mas falem de mim" por aqui não funciona. Para as empresas ou para os que se importam um pouquinho com a sua imagem.

Já notou o potencial que isso aqui tem para arruinar tudo?

Dois bons exemplos podem ser resgatados nos últimos dois dias em dois bons blogs.

Primeiro, anda circulando pela internet, um e-mail anunciando a morte de Luis Miguel.
Piadas à parte, para você que sabe ou não quem é Luis Miguel, o importante a ser tirado daqui é que se a carreira dele já está enterrada, para que mexer com a vida do pobre coitado, certo? Mas não é só isso.
O lance todo envolve um SPAM/Vírus do mal como o Ressel fala por aqui.
Danos ao seu computador + arranhões na carreira capenga do amante latino.

E depois, um pouco pior, eu acho.
[E talvez agora eu esteja entendendo melhor um pouco das atitudes do jornalismo que eu tanto condeno]
O iReport, iniciativa da CNN, uma espécie de site de jornalismo participativo, caiu nas armadilhas da web. Na real, quem quase se ferrou mesmo foi o Steve Jobs. Tentaram matar o hype do mundo tech.


Se eu mudei de opinião? Não, só acho que o jornalismo e as mídias sociais precisam encontram um caminho.
Se eu tenho a solução? Certamente não, mas vou continuar pensando a respeito.