11 dezembro, 2008

Stand by me

Não acho que esse tipo de ação funcione de forma alguma como um meio eficiente de buscar a paz mundial, mas é uma forma interessante de fazer pensar por uns instantes [só uns instantes] e dar aquela sensação gostosa e contagiante de "eu amo a humanidade".

De qualquer forma, esse vídeo ficou muito bem feito.
A partir de um documentário [que eu não conheço] chamado "Playing For Change: Peace Through Music", surgiu esta que seria a primeira das músicas lançadas independentemente [do doc] ao redor do mundo.



Músicos adicionam sua parte a medida que ela [a música] viaja pelo globo.
O projeto promete fazer todas aquelas coisas legais como inspirar pessoas a praticar o bem e ajudar o próximo. Só que através da música.

Original?

Maiores informações aqui.

Muito bem, garotos!
Além de Stand by me, cuja versão original é de Ben E. King [mas a melhor é do John], o projeto ainda vai contar com outras músicas, como One love do... do... do... U2.
Tcharã! Surpresa, não?


Muito bem pensado. Até eu senti uma leve lubrificação ocular passageira.
Um suspiro depois tudo já tinha voltado ao normal.
E daí eu resolvi passar aqui no blog.

10 dezembro, 2008

One more little joy

Sim, sim, sim!

A Little Joy acaba de lançar mais um clipe.
E dessa vez é da minha favorita: No one's better sake.



Tenho que dizer que amei.

Tem todo aquele clima retrô que a banda adotou nas músicas, principalmente no encerramento. Lembra muito os comerciais dos snos 70.

Mas alguém pode me dizer quem são os hipongas bizarros? Fazem parte da banda? Elemento do cenário? Amiguinhos? Fornecedores de plantas ilícitas?

Encontrei aqui.

06 dezembro, 2008

Fragile dreams

Pela primeira vez havíamos conseguido juntar todo mundo. Pela primeira vez havíamos conseguido ir para um lugar decente. Pela primeira vez estávamos pagando um hotel fantástico, uma cobertura.

O que acontece que minhas coisas nunca conseguem ficar PERFEITAS, hein?
Sonho demais? Sonho alto demais?

Vou contar como tudo começou.
Chegamos pela madrugada, todos bem cansados para fazer algo além de abrir as malas, juntar apetrechos de higiene, pijama e escolher uma cama para dormir. Enquanto o resto já estava naquele terceiro sono eu ainda me perguntava onde tinha errado por ter que dividir uma cama comigo mesma dessa vez. Essa viagem tinha tudo para ser perfeita, mas na última ele estava lá, tornando tudo diferente.

Pela manhã, depois de um sono meia-boca, acordei e vi que lá fora ainda estava escuro. Na mesa de cabeceira tinha um papel violeta escrito em preto. E esse último repetia-se ao lado das demais camas do local. Aos poucos um a um foi acordando e foi quando eu tive coragem de ler aquelas linhas escuras.

“Bem vindos ao jogo. Por enquanto aconselho que todos preocupem-se em encontrar comida, aumentar a resistência e torcer para que as quests sejam agradáveis.”

WTF? Isso por acaso é uma brincadeirinha pelo meu atual estado de nerdice?
Não. Todos os papéis violeta tinham a mesma mensagem. E nada do dia clarear do lado de fora.

Resolvemos sair e encontramos um cenário bem diferente daquele que imaginávamos ter visto da noite anterior nublada pelo sono. Tudo estava encantadoramente destruído. Casas abandonadas, prédios no chão, vegetação morta e o que parecia ser uma espécie de mortos-vivos passeando vagamente pelo cenário. Mas também tinha o seu ar bucólico e onírico. O ar era azul, as sombras dançavam, a bruma tinha cheiro e cor de lavanda. No meio dos prédios destruídos surgiam flores de todos os tons do espectro de cores frias. Faltava a sensação de segurança, mas parecia que eu já estava acostumada com isso. No último ano eu havia sido adepta da destruição e dos seus toques de beleza.

De repente notamos que nossa primeira quest passava pela derrota do grande grupo de mortos-vivos que vinha em nossa direção. Tentando contê-los descobri que possuia o poder de tirar suas forças pelas mãos, mas meu poder era fraco demais para lutar contra todos eles.

No meio dessa sensação de WOW [o jogo] eis que surge uma criatura muito mais poderosa, muito maior que os demais, cheia de correntes, sua pele era azul. Eu sabia que não estava preparada para aquilo, não na vida real, que vai além dos botões do teclado. E eu já podia ver o rosto maliciosamente sorridente do criador desse jogo.

Então surge do meio das ruínas aquele cara loiro, alto, olhos claros e túnica verde. A única imagem da minha vida associada ao amor. Em alguns segundos ele contém as criaturas, me pega pelo braço e então corremos para o alto através de uma ponte destruída. Esse caminho era iluminado por abajures de todos os tipos e cores.

Quando alcançamos o topo, tudo parecia ter voltado ao normal. Era um local seguro. De repente eu era apenas uma garota, infantil, que podia passar o resto da vida naqueles braços, esquecer do mundo, largar tudo e ainda assim ser feliz.
Caminhamos abraçados até o hotel, onde tentamos procurar pelas chaves do quarto em meio à bagunça.

Depois de um tempo o resto do pessoal acabou nos deixando sozinhos, eu e ele.
Ficamos abraçados durante longos minutos sem dizer sequer uma palavra, somente curtindo nosso reencontro.

Mas eu tive que tomar a iniciativa.
Ele parecia seguro, afinal, aquela era uma situação para a qual ele havia se preparado durante toda a vida [mesmo que intencional], era um campo no qual ele sabia andar muito melhor que qualquer um de nós.
Mas eu tive que tomar a iniciativa [e não fiz isso sempre?].


- Hey, o que vamos fazer agora? Como ficamos nós dois?
- ...
- É estranho e normal te ter aqui do meu lado, não sei o que fazer.
- ...
- O jeito que eu fico quando estou contigo. Só tu é capaz de derrubar esse muro que eu contruí ao meu redor. Só uns minutos contigos e minhas pernas já esquecem por onde eu preciso andar, minhas mãos sentem, minha voz pensa e minha cabeça esquece de usar as pessoas.
- ...
- Não sei como tu faz, mas eu fico sentimental [a primeira lágrima], começo a me importar com tudo, sentir tudo, chorar. Não sei se é melhor pra mim, só sei que aqui dentro parece que tudo de repente funciona.
- Não sei o que a gente vai fazer agora, evitei pensar sobre isso. Esse momento simplesmente aconteceu.
- Sabe por que eu sempre tinha medo toda vez que tu saia da minha casa? Tentando sempre te segurar por lá um pouco mais?
- Fala.
- Eu sempre pensava em como seria minha vida se tu não voltasse. Eu não queria ficar sem ti.
- Mas eu sempre voltava, né?
- Sim, sempre.
- Então acho que não importa se eu saio, tu sabe que eu sempre volto. Tu sabe como as coisas funcionam com a gente.
- Mas e agora? O que a gente faz?
- Vamos ficar juntinhos por enquanto.

E assim nós ficamos, nús, juntinhos, abraçados até a hora em que um de nós tivesse que ir embora.
[Ao som de “A kiss to remembre”, My dying bride].


1.Isso foi um sonho, caso não tenha percebido.
2.Um ano de terapia em duas horas de sono.
3.Resgate do passado.
4.Previsão de futuro?
5.Pode ser baseado na mistura de vários itens da vida real. Com lógica ou não.
6.Me fez pensar o que o muro tinha adiado para o ano que vem.
7.Não sei o que eu faço.

28 novembro, 2008

Cold dolls

Eu adoro bonecas.
Mas não bonecas tipo Barbie, Susi e demais. Eu gosto mesmo é de bonecas de porcelana. E diferentes.


Não quero entrar nos méritos de personalidade, gostos e tals. Só sei que desde criancinha sou apaixonada pelas bonecas frias e duras de porcelana.

Lá em Bento tinha uma loja de duas gêmeas, SÓ DE BONECAS DE PORCELANA. Todos os estilos de roupa, todas as cores, cabelos, mas não existiam bonecas diferentes... Diferentes no jeito, nas personalidade, nessas coisas que não importam para a maioria das crianças.


Quase toda semana minha madrinha me levava lá para dar uma olhada, e toda semana tinham bonecas novas.

Eu ficava besta, óbvio, mas essas bonecas eram um tanto quanto fora dos padrões financeiros da família. Elas representavam ocasiões especiais, dinheiro juntado pelos papis com o tempo e um presente inesquecível.

Faz tempo que não compro bonecas e todas as que eu tenho ficaram no quarto de menininha intocável de Bento Gonçalves, mas a paixão continua. Prioridades diferentes hoje, prefiro juntar dinheiro para fazer uma tatuagem.

Achei no Trend Hunter essa coleção de bonecas.
[com uma descrição deveras preconceituosa, mas o que vale são as dolls =D]

23 novembro, 2008

Sobre os lanchinhos

Acho incrível como certos textos, digamos, pessoais, possam informar mais do que alguns textos, digamos, informativos.

Penso isso sempre que leio os posts da Bel [AOE], do Papo de Homem [os que não são jabá] e os textos sobre os famosos lanchinhos do Cafa. Impossível não ter alguma reflexão baseada nas experiências alheias. Impossível não querer pegar um Cafa e não querer ter uma noite de Bel. Pegar um Cafa sendo uma Bel então...

A reflexão de hoje [e de tantos outros dias] é sobre os lanchinhos femininos. E acho que falta coragem de falar sobre os lanchinhos femininos.
Até então.
Agora?
Sim?
Acho que foi.

Apesar de todo o blá blá blá da pós-modernidade [tão bonito isso] todo mundo sabe que existe uma divisão entre mulher pra comer e mulher pra casar. Ninguém escapa. Nem as mulheres mais, digamos, de novo, desenvolvidas, estão imunes a fazer comentários discriminatórios sobre sexo - sem compromisso - estou com vontade.

Por isso que é tão difícil para nós mulheres termos e falarmos sobre os nossos lanchinhos. No máximo alguns poucos amigos, aqueles bem próximos, vão ter o deleite de degustar algum comentário ácido sobre uma transa, um tamanho [ou a falta dele], um jeito, um olhar insistente, uma bela pegada. E mesmo entre esses poucos amigos bem próximos é bem comum ouvir algum comentário do tipo “troféu”. E vai você fazer-se entender, como animal que é, que está apenas suprindo uma de suas necessidades básicas que, thanks to the dear devil, você pode e quer fazer.

Mais difícil do que lidar e não se importar com aqueles que não entendem, é fazer-se entender para os seus lanchinhos [que, na verdade, nada mais são do que parte dos não entendedores]. Porque a maioria dos homens lanchinho, apesar de conviverem muito bem com a existência das mulheres lanchinho, não conseguem admitir o fato de que são lanchinhos. Calma, eu vou explicar melhor.

Ninguém está livre de se apaixonar por alguém cuja intenção inicial era apenas sexual. Isso acontece mais com as mulheres [e não é estatística, é baseado em depoimentos de amigas, conhecidas e etecétera], mas nada impede que também aconteça com os homens.

O problema todo está nessa não-estatística. Já que a grande maioria das mulheres com as quais convivemos apaixona-se mais facilmente pelos seus fuck-buddies, a maioria dos homens acredita que vai acontecer com eles também, e que nenhuma mulher é capaz de transar sem sentimentos. E daí, para fazê-los entender que, de fato, eles são só lanchinhos, você, mulher, vai ter que ouvir coisas do tipo “quem sabe a gente pára por aqui, estamos nos vendo demais, você vai se apaixonar por mim”, quando na verdade, tudo que passa pela nossa cabeça é “quando é que nós vamos transar, hein?”. Entendam, nenhum nome passou pela nossa cabeça, somente o sexo passou por ela [e isso não quer dizer que essa mulher vai dar pra qualquer um, um mínimo de cérebro também é exigido nesses casos].

É por isso que, os lanchinhos das mulheres não duram muito tempo, gerando uma rotatividade desnecessária [piada de mau-gosto você também encontra aqui =)]. Com raras exceções, claro, se você tiver sorte de encontrar alguém que entenda e respeite isso.

Pequenos gestos são, às vezes, pequenos gestos. Apenas.


Uma conchinha pode ser só uma conchinha.
Um contato físico mais prolongado e carinhoso. Uma sobremesa confortável depois de uma refeição abundante. Um ato que “já que você está aí, por que não?”.


Portanto, homens e mulheres, não pensem demais sobre os seus lanchinhos. Uma vez que vocês o fizerem, revejam esse conceito, para vocês. A partir do momento em que nos importamos ou pensamos demais [pelo menos EU penso assim] já é mais do que suficiente para saber que a opinião da outra pessoa sobre o que você sente faz diferença e... então...

Homens, entendam, às vezes vocês são apenas lanchinhos. Com direito à sobremesa.


Com agradecimentos especiais ao Cafa, que inventou o tão adorado termo “lanchinho”.

14 novembro, 2008

The next band I'll love

Desde que eu fiquei sabendo que o Amarante [ex-Los Hermanos] estava com uma nova banda, fiquei deveeeeeeeeeeeeeeeeeras empolgada. Amarante sempre foi o meu preferidinho.

Assim que eu fiquei sabendo que essa nova banda tinha como baterista o Moretti, achei que essa seria uma boa chance do baterista dos Strokes fazer algo decente.

Daí eles disponibilizaram três músicas na rede. No one's better sake repetiu over and over forever and for all no meu pc, mp3 player, pc da agência e por aí vai.

Depois eles disponibilizaram o álbum completo.

E agora eles lançam o primeiro clipe \o/
É a próxima banda que eu vou amar.
Gives me little joys.
Mistura de rock retrô com aquela brasilidade sem exageros do Amarante.
Segunda chance pro Moretti fazer algo melhor que Strokes =P


13 novembro, 2008

Sins to all

Final de semestre é sempre o mesmo esquema: blog abandonado.
E o pior é que eu estou deixando passar milhares de coisas sobre as quais queria falar...

Mas, só para não deixar passar isso.
Análise combinatória [é esse o nome mesmo?] dos Pecados Capitais.
Cometam todos, por favor!



Chupado daqui.