12 fevereiro, 2008

HERE, THERE AND EVERYWHERE

Táva caminhando pela Oswaldo ouvindo essa música hoje, e deu uma sensação muito boa! Por motivos óbvios ela veio pra cá tb! Não por falta do que postar, ainda to escrevendo um super post sobre lost, mas simplesmente para deixar registrado.


HERE, THERE AND EVERYWHERE - THE BEATLES

To lead a better life,
I need my love to be here.

Here, making each day of the year
Changing my life with a wave of her hand
Nobody can deny that there's something there.

There, running my hands through her hair
Both of us thinking how good it can be
Someone is speaking but she doesn't know he's there.

I want her everywhere
and if she's beside me I know I need never care.
But to love her is to need her

Everywhere, knowing that love is to share
each one believing that love never dies
watching her eyes and hoping I'm always there.

I want her everywhere
and if she's beside me I know I need never care.
But to love her is to need her.

Everywhere, knowing that love is to share
each one believing that love never dies
watching her eyes and hoping I'm always there.

I will be there, and everywhere.
Here, there and everywhere.

11 fevereiro, 2008

CONTINUANDO COM A TRILHA SONORA

Comprei meu mp3 player sábado [sim, em época de mp5 eu acabei de comprar meu primeiro mp3] e hj, feliz da vida, fui pra TVE ouvindo minhas musiquinhas!
Quero desabafar aqui que foi minha melhor ida à TVE de todos os tempos! Cada pisada em uma poça, cada rua atravessada e cada olhada pela janela do ônibus parecia cena de filme, só pela trilha sonora! Cruzar a faixa de segurança ao som de Beatles tem um significado todo diferente.

Segundo, só percebemos com essa cidade é barulhenta com os fones de ouvido, ou melhor, tentando ouvir o que tá saindo pelos fones de ouvido! E o TV [ônibus] é barulhento demais! Precisa falar tão alto?

Quero fugir daqui. Ponto.

08 fevereiro, 2008

A TRILHA SONORA DO FILME DA MINHA VIDA

Devidamente roubado do Ponky e suber bacana, bem cultura inútil, do jeitinho que eu gosto!

1. Ligue o seu iTunes ou qualquer player que tenha shuffle.
2. Coloque na opção Shuffle/Aleatório
3. A ordem que tocar vai ser a ordem das categorias abaixo sobre a sua vida (não vale pular a nem trocar!)



Alucilenógenos - parte I


Créditos Iniciais:
The Corrs - What can I do
Triste pra cacete! Ficamos pensando que o resto da história só pode ser um dramalhão! Umas cenas da personagem principal já adulta, olhando pelo vidro de uma janela de um carro/ônibus/trem em movimento. E chuva.

Cena em que Acorda:
Bowie - Rock and roll with me
Acordando muuuuuuuuuuito bem! Nada como o Bowie pra abrir os olhos. Contrasta bastante com o marasmo que os créditos iniciais sugeriam, cena mais animadinha, guria enlouquecida... Talvez não seja tão dramalhão assim.

Primeiro Dia na Escola:
The Vines - Get free
Bem típico pra CDF. Música mais pesada, incômoda, tipo primeiro dia de aula.

Primeiro amor:
Luis Bacalov - Summertime Killer (da trilha de Kill Bill)
Bem sugestivo, eu diria.

Cena de Luta:
Los Hermanos - Cara estranho
Na real, a música é bem o contrário... É nesse ponto que o diretor tenta dar "aquela" enganada no espectador, tipo os créditos! Pode vir um Bowie depois.
Ou a personagem só apanha, e merece.

Fim de Relacionamento:
Nancy Boy - Placebo
Auto-explicativo: "Alcoholic kind of mood, Lose my clothes, lose my lube, Cruising for a piece of fun, Looking out for number one, Different partner every night, So narcotic outta sight"

Festa de Formatura:
Dream theater - Strange deja vu
Capítulos inacabados, uma criança que não sabe o que fazer, tentando ser livre, procurando sabe-se lá o que.... é, acho que é assim que uma formatura deve ser. No meio de tanta festa eu só podia estar pensando na vida.

Dia-A-Dia:
Cat stevens - The wind
A personagem principal tenta convencer que sabe se virar sozinha. É daquelas cenas de discurso pronto e bonito, em alto e bom som, mas depois do discurso, sozinha, em casa, ela chora. Não é tão adulta assim.

Colapso Mental:
New Order - Fine time
"But you've got style You've got class But most of all You've got love technique."
Acho que é umas das músicas mais malucas no New Order, em letra, em ritmo, em tudo. Combina.

Dirigindo:
Feist - Past in present
Um conversível, um grupo de amigos, óculos escuros grandes, cerveja, uma estrada deserta, campos ao redor e muito sol.

Flashback:
Bush - Hurricane
Provavelmente um passado não muito distante. Uma daquelas cenas bem pesadas, cortes rápidos, contrastes, algo do tipo "Réquiem para um sonho" (as cenas das injeções de heroína) só que mais longo e desconfortável.

Casamento:
Gotan Project - Lunatico
Parece que esse casamento tem tudo pra ser romântico, mas vai ter uma avacalhação mais cedo ou mais tarde. E por avacalhação entendam "a noiva vai tropeçar e cair no bolo", ou algo do tipo.

Nascimento do Filho:
Cazuza - Vida louca vida
Quem diria? Aquele momento que, com certeza, não foi nada planejado, mas passa um ar de felicidade [acima de tudo]. Uma incerteza nos olhos e um sorriso nos lábios. Quadros looooongos, bem claros, raios curtos de sul entrando pela janela, mas o dia ée frio.
"Vida louca vida, vida breve, se não posso te levar, quero que você me leve"

Batalha Final:
Los Hermanos - Adeus você
Pra seguir a vida adiante. Música perfeita, pra depois da batalha. Na estrofe final tem violino, melancólico mas com um ar de liberdade.

Cena da Morte:
David Bowie - God knows I'm good
Música perfeita pro fim, de qualquer coisa. Bem triste, com tom de despedida. A letra então... agora, na morte, "Deus pode olhar para outro lado e achar que som bom". Será que a personagem vai passar a acreditar em Deus na hora da morte?

Música do Funeral:
David Bowie - The Jean Genie
Como a trilha é composta basicamente de Bowie podemos deduzir que o filme é um tanto lisérgico e só pode estar querendo brincar com a tua cabeça, se tu ainda tá sentado no cinema. Várias partes sem sentido e uma personagem irreal. No funeral a galera vai sair dançando e a morta vestirá roupas de couro e sairá, pálida, destemida e faceira pela cidade destruindo a vida de algum garotinho.

Créditos Finais:
The Beatles - Strawberry Fiels forever
Táva faltando... Beatles!
Per-fei-ta! Bem climão de fim de filme, daqueles que tu fica imaginando o que aconteceu enquanto os créditos finais ficam passando, e tem várias versões, várias mesmo.
"Let me take you down´Cause I´m going to Strawberry Fields Nothing is real"

07 fevereiro, 2008

POA SERÁ INVADIDA POR ZUMBIS


Vocês já ouviram falar de "Porto dos Mortos"?
Para os que são fãs, como eu, de filmes de zumbis, é bom ficar bem atento para o que vai acontecer aqui na capital gaúcha nas próximas semanas. "Porto dos Mortos" é o primeiro longa de horror feito aqui no Rio Grande do Sul, é um projeto da produtora Lockheart Filmes, com roteiro e direção de Davi de Oliveira Pinheiro. A Carol (KK) também tá fazendo parte dessa produção!

A sinopse é a seguinte: Rafael Kerber encarna o policial linha-dura Lockheart, que parte em busca de vingança contra o assassino em série Adam. Lockheart percorre a bordo de seu carro, um Maverick preto, uma Porto Alegre pós-apocalíptica, onde enfrentará mortos vivos e marginais sanguinários, além de seus próprios demônios interiores. Duelos e cenas de ação com Lockheart e criaturas sub-humanas são o grande trunfo da trama, que garante bons sustos e adrenalina.

Palavras do diretor: “PORTO DOS MORTOS é um horror universal. Não quero realizar apenas um filme que seja especial por ser ‘o primeiro longa-metragem de horror gaúcho’, mas sim criar uma visão particular do gênero, nunca vista em qualquer parte do mundo”

Lá fora, com o nome "Beyond the grave", o filme já teve repercussão em várias publicações do gênero como: Axxón (Argentina), DeVilDead (França), Dread Central (EUA), Fangoria (EUA), Noticine (Espanha) e Twitch (EUA), entre outros tantos possíveis que não temos notícias. Recentemente o Judão largou uma matéria sobre isso e a Revista VIP também. Infelizmente, a repercussão está sendo maior lá fora do que aqui no Brasil.

A previsão de estréia é para novembro de 2008 e todas as filmagens serão feitas na grande Porto Alegre a partir do dia 14 de fevereiro.

As inspirações: o cinema setentista de William Friedkin (O Exorcista - 1973) e George A. Romero (A Noite dos Mortos Vivos - 1968) e o faroeste de Sergio Leone (Era uma vez na América - 1984).

Eu estou muuuito ansiosa! Vou levar as câmeras da TVE pra conferir as gravações. E eu também quero ser uma figurante zumbi, certamente!
Ahhhh, pra quem também quiser ser figurante, vai a dica: mandem mail para queroserzumbi@v2cinema.com

O teaser trailer já está no youtube, é só procurar por [porto dos mortos (beyond the grave)].

Depois que eu for nas gravações dou uma passada aqui e conto como foi!

01 fevereiro, 2008

ACEHLAND PRECISA DE AJUDA



Ajudem a aumentar minha cidadezinha: Acehland.
E me ajudem a ocupar a cabecinha durante as férias!

É bem simples:
1. Entrem em [acehland.myminicity.com]. Cada um que entra aumenta a população. E dá pra entrar todos os dias.
2. Escolham uma carta! Os habitantes de Acehland são cartas do baralho.
3. Quando tiver gente o suficiente poderei fabricar uma bebida púrpura alucinógena que vai deixar todo mundo bem feliz!
4. Me ajudem a achar o curinga!

Obrigada!

31 janeiro, 2008

E AGORA FOI....

2 meses depois eu resolvi atualizar o blog! E o motivo que me fez fazer isso é o mesmo motivo que me fez adiar tudo isso.
Resolvi praticar hoje algo que não praticava desde os 16 anos: escrever pra exorcizar.
É bem simples: escreva, tudo, absolutamente tudo que tu quiser dizer, que tu estiver sentindo, que tu não quer que ninguém saiba e depois leia, de novo e de novo, até cansar e tudo aquilo entrar na cabeça. Depois de um tempo pode ser que algumas coisas comecem a fazer sentido, que os pensamentos sigam uma certa ordem.
Isso ainda não aconteceu do lado de cá, minha cabeça ainda tá repleta de fogos de artifício de todos os tamanhos, cores e barulhos, mas o rosto já está menos vermelho.

11 dezembro, 2007

DIVULGAÇÃOZINHA!


MAS AHHHHHHHHHHH! VOLTEI!

Não com texto novo, mas texto inédito.
Tô ajudando a divulgar um projeto chamado QUEER FICTION [sim, eles de novo] e uma MOSTRA que vai rolar no final de semana.
Para todo mundo (ou o Pinky, que deve ser o único que visita isso aqui) entender do que se trata vou postar o texto que fiz sobre eles que estará na 3X4 desse semestre [mas que só vai ser distribuida no próximo semestre, coisas da ufrgs....]e que eu não aguento mais esperar pq ficou bacaninha.

Enjoy!
E vão na mostra!

Entre a beleza e o grotesco.
O comportamento estético e o anarquismo erótico do projeto Queer Fiction


“A sexualidade, qualificada de imunda, de bestial, é mesmo o que mais se opõe à redução do homem à coisa...” (Bataille em O Erotismo)

A sexualidade humana é desconcertante, nunca conseguimos examiná-la, olhá-la, sentí-la sem uma certa inquietação, principalmente quando as manifestações sexuais fogem dos padrões convencionais. As formas alternativas de expressão do erótico, que escapam da indústria cultural pornográfica, são vistas com um misto de curiosidade e repugnância, em uma constante alternância entre o belo e o grotesco. O pervertido é visto como fantasma, como patologia, da sociedade comtemporânea.

“... o que se retira é justamente o fantasma, o conjunto de significâncias e subjetivações. A psicanálise faz o contrário: ela traduz tudo em fantasmas, comercializa tudo em fantasmas, preserva o fantasma e perde o real no mais alto grau...” (Deleuze e Guattari em Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia – Volume 3)

A sociedade, de modo geral, é hipócrita, julgando nosso caráter pelo que fazemos em nossa vida privada, em nossa interioridade, pela nossa sexualidade. Escritores como Georges Bataille, Gilles Deleuze e Michel Foucault já propuseram uma nova visão da sexualidade, uma sexualidade como posicionamento político, que é intrínseca e faz parte de nossa animalidade, possuindo uma violência natural que é interditada pelas regras e padrões do mundo do trabalho, da psicanálise e da religião.

“... em oposição ao trabalho, a atividade sexual é uma violência que, enquanto impulso imediato, poderia perturbar o trabalho: uma coletividade laboriosa, no momento do trabalho, não pode ficar à sua mercê.” (Bataille em O Erotismo)


Mostraremos uma forma de reavaliar os conceitos que determinam o que é ou não belo, vamos romper com o significado, transgredir os tabus, ir além da expressão erótica dominante, livrar-se do horror a determinadas formas do uso do corpo. O belo, aqui, transcende as categorias estéticas convencionais mostrando um projeto visual que subverte as formas de uso do corpo: o Queer Fiction.

“O interdito e a transgressão respondem a esses dois movimentos contraditórios: o interdito intimida, mas a fascinação introduz a transgressão...” (Bataille em O Erotismo)
“Assim, ele oscila entre dois pólos: de um lado, as superfícies de estratificação sobre as quais ele é rebaixado e submetido ao juízo e, por outro lado, o plano da consistência no qual ele se desenrola e se abre à experimentação.” (Deleuze e Guattari em Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia – Volume 3)


O TERMO “QUEER”
O termo está relacionado com toda modalidade de sexualidade que escapa do convencional, não se restringindo somente ao homossexualismo, como muitos acreditam. Queer é uma forma de experiência radical da sexualidade, que não depende e não reivindica a tolerância e aceitação dos "normais". Ele pode ser utilizado para classificar toda e qualquer manifestação erótica que não se encaixa no padrão domintante – o heterossexual. A idéia principal é romper com qualquer identidade sexual fixa.

“O erotismo é na consciência do homem aquilo que põe nele o ser em questão.” (Bataille em O Erotismo)

QUEER FICTION
Queer Fiction é um projeto que existe há cerca de cinco anos e foi formado por um grupo de pessoas com afinidades quanto à temática queer, que procuravam dar visibilidade a todas as manifestações eróticas que não encontram espaço na representação convencional do desejo e da sexualidade. Havia uma lacuna no campo estético do erótico e o grupo surgiu com a intenção de preenchê-la.

“O erotismo é, de forma geral, infração à regra dos interditos: é uma atividade humana(...) O sentido último do erotismo é a fusão, a supressão do limite.” (Bataille em O Erotismo)

O suporte escolhido para construir esse tipo de narrativa combativa foi a fotografia e o audiovisual. No início o trabalho restringia-se apenas à fotografia, neste ano o grupo fez seu primeiro trabalho em vídeo e em outubro finalizaram o terceiro, Filthy, sem abandonar as produções fotográficas. Os dois primeiros vídeos foram concebidos a partir de uma linguagem experimental, o primeiro enfocando o tema do sadomasoquismo e da dominação, e o segundo a relação entre a experiência erótica e a religião, com inspiração na obra de Bataille. Existem mais três projetos em fase de produção.
O Queer Fiction já realizou exposições em São Paulo, especialmente junto ao Projeto Luxúria – festa com performances eróticas, de temática fetichista, organizada pelo estilista Heitor Werneck – e também em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Santa Maria. Em Porto Alegre, costumam realizar intervenções e exposições junto à festa Lasciva, no Club Neo. As produções são sempre realizadas e assinadas pelo grupo, são coletivas.
O trabalho não restringe-se apenas ao plano estético. As plataformas visuais – fotografia e vídeo – não são um fim, mas sim o meio pelo qual eles buscam posicionar-se. Não é simplesmente arte visual, mas sim conceito. Através da estética o grupo busca propôr uma reflexão que se infiltre e contamine a concepção do erotismo dominante. O Queer Fiction não quer somente excitar, mas sim perturbar.
A escolha é sua.

“Se experimentamos esse medo, nós o sabemos, é para responder à vontade inscrita em nós para exceder os limites. Queremos escedê-los e o horror sentido significa o excesso a que devemos chegar, a que, se não fosse o horror prévio, não poderíamos ter chegado.” (Bataille em O Erotismo)

“Com seu trabalho, o homem edificou o mundo racional, mas sempre subsiste nele um fundo de violência. A própria natureza é violenta e, por mais comedidos que sejamos, uma violência pode nos dominar de novo, que não é mais a violência natural, a violência de um ser racional que tentou obedecer, mas que sucumbe ao movimento que ele mesmo não pode reduzir à razão.” (Bataille em O Erotismo)